Família de Macapá Cultiva Mais de 20 Colmeias de Abelhas Sem Ferrão
Durante a pandemia, família em Macapá iniciou meliponicultura, criando mais de 20 colmeias com espécies nativas da Amazônia.

Uma família residente em Macapá, no Amapá, tem se destacado na criação de mais de 20 colmeias de abelhas sem ferrão em seu quintal. Essa prática, conhecida como meliponicultura, começou durante a pandemia da covid-19 e conta com a presença de três espécies nativas da Amazônia, incluindo a uruçu-cinzenta e a uruçu-amarela, que são bastante adaptáveis à região.
O projeto visa unir a preservação ambiental com a produção de um mel de alto valor, tanto comercial quanto medicinal. No Brasil, existem cerca de 250 espécies de abelhas sem ferrão distribuídas em diversos ecossistemas, e a Amazônia apresenta um cenário promissor para o desenvolvimento desse mercado.
A iniciativa ganhou força através do engenheiro eletricista e meliponicultor Takao Meguro Portal, que retornou a Macapá após o início do isolamento social. Inicialmente, o mel produzido era destinado para o consumo de sua mãe, sendo utilizado na culinária e no tratamento de problemas respiratórios causados pelo coronavírus.
A paixão pela meliponicultura tem raízes familiares, pois o pai de Takao já havia manejado abelhas da espécie Apis mellifera, que são abelhas com ferrão. As abelhas nativas, como as que ele cultiva, têm uma história rica que remonta ao povo maia, que as utilizava para criar bebidas sagradas com propriedades medicinais.
Manter um meliponário requer cuidados rigorosos, já que as abelhas são delicadas e vulneráveis a pragas. Takao enfatiza a importância de uma rotina cuidadosa e recomenda que novos meliponicultores busquem capacitação técnica antes de iniciar a atividade. A legislação brasileira permite que criadores amadores mantenham até 49 colmeias, sendo necessário obter licenças para quantidades maiores.
Fonte: Portal Amazônia