Fim da Escala 61: Estados que Buscam a Mudança na Jornada de Trabalho
A proposta de extinguir a escala 61 gera crescente interesse entre trabalhadores brasileiros, refletindo preocupações com saúde e qualidade de vida.

Manaus - A discussão sobre a extinção da jornada de trabalho no modelo 61 ganhou destaque além das redes sociais e debates legislativos, tornando-se uma preocupação cotidiana para o trabalhador brasileiro. Essa mudança não apenas visa melhorar a qualidade de vida e ampliar o tempo livre, mas também levanta um alerta importante sobre a saúde ocupacional.
Ambientes de trabalho exaustivos têm um impacto direto no bem-estar físico e mental dos funcionários, resultando em um aumento significativo na concessão de benefícios por incapacidade e aposentadorias especiais. Isso, por sua vez, sobrecarrega os sistemas de busca por direitos e o próprio sistema previdenciário, o que preocupa especialistas e trabalhadores.
A proposta de modificação na jornada de trabalho gerou um intenso interesse popular, com 2,8 milhões de buscas em todo o Brasil ao longo de um ano. Segundo um levantamento feito pelo Bocchi Advogados, que se especializa em direito previdenciário, as pesquisas pelo termo “escala 61” aumentaram 647% entre maio de 2025 e abril de 2026, com uma média mensal de 241,4 mil pesquisas.
Os dados mostram que o Distrito Federal (DF) é o estado que mais busca informações sobre o tema, seguido por São Paulo (SP) e Paraná (PR). A jornada de seis dias de trabalho com um dia de descanso é uma realidade para 31,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada, que representam 74% dos vínculos formais no Brasil, conforme a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2023.
Estudos indicam que mais de 70% dos empregados que trabalham na escala 61 reportam problemas de saúde física e mental. Com quase 500 mil afastamentos por doenças psicossociais em 2024, o assunto se tornou um debate relevante não apenas sobre produtividade, mas também sobre saúde e bem-estar. Especialistas alertam que jornadas exaustivas podem ser prejudiciais à previdência social, aumentando custos para o Estado e empresas, além de impactar a qualidade de vida dos trabalhadores.
Fonte: D24AM