Flávio Bolsonaro afirma que Congresso decidirá duração do mandato presidencial
O candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, declarou que o Congresso definirá a duração do mandato presidencial, podendo ser quatro ou cinco anos. Ele também criticou a reeleição e falou sobre a proposta de limitar a candidaturas de parentes.

SÃO PAULO – Durante um evento nesta quinta-feira (8), após o Podemos formalizar apoio à sua candidatura no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) declarou que a definição do tempo de mandato do presidente, caso a reeleição seja abolida, caberá ao Congresso Nacional. Ele não especificou se o mandato seria de quatro ou cinco anos, deixando essa questão em aberto.
Flávio também mencionou que, se eleito, não permitirá que parentes em primeiro grau, como seu pai Jair Bolsonaro, concorram a cargos executivos após seu mandato. "Eu assinei a PEC, sou autor da PEC, e pretendo usar o capital político de um presidente recém-eleito para aprovar essa mudança no Congresso", afirmou, ressaltando que a questão do tempo de mandato e a aplicação da nova regra a governadores e prefeitos dependerá do processo legislativo.
O candidato criticou o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alegando que ele gastou R$ 350 bilhões para garantir sua reeleição. Flávio destacou que essa prática deve ser encerrada, enfatizando que não busca a reeleição e que a discussão sobre um mandato mais longo deve ser considerada.
Falando sobre seu apoio no Nordeste, Flávio mencionou que a região mostrou um aumento significativo na votação a seu favor, afirmando que "o Nordeste é a solução nesse Brasil". Ele acredita que a menor diferença nas eleições em relação ao PT demonstra que a população nordestina está mais atenta e engajada.
Ao lado da presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, Flávio também comentou sobre o uso de tecnologia para proteger mulheres, especialmente mães atípicas. Ele reiterou sua intenção de retirar o mecanismo de split payment da reforma tributária, que, segundo ele, inviabiliza o capital de giro das empresas. A proposta de split payment deve entrar em vigor em 2027 e visa a segregação e recolhimento de impostos automaticamente no ato da compra.
Fonte: Amazonas Atual