Flávio Bolsonaro reafirma apoio à lei da jornada 61 e critica ministros do STF
Em entrevista, Flávio Bolsonaro declarou que não fará alterações na emenda da jornada 61 e criticou a atuação de ministros do STF, defendendo impeachment.

SÃO PAULO – O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (16) que não irá modificar a emenda constitucional que extingue a jornada de trabalho 61. A declaração foi feita durante uma entrevista à Rede Globo, onde Flávio, que anteriormente se opôs à proposta defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), revelou que votou a favor da emenda na quarta-feira (14) por considerar a vontade da maioria dos trabalhadores.
Flávio Bolsonaro enfatizou que todos os direitos trabalhistas estão assegurados e que respeitará a decisão do Congresso Nacional. “Não vou. Todos os direitos trabalhistas estão garantidos. Cada um pode ter sua opinião, mas isso aqui está respeitado”, disse o candidato, que também mencionou sua defesa por mais liberdade para que os trabalhadores possam organizar suas jornadas de trabalho, assim como ocorre nos Estados Unidos.
Críticas ao STF
No que diz respeito à destituição de ministros do STF, Flávio ressaltou que todos os ministros devem estar sujeitos à lei. Ele comentou sobre denúncias envolvendo o ministro Kassio Nunes Marques e o banqueiro Daniel Vorcaro, afirmando que “todo mundo tem que estar abaixo da lei”. Para Flávio, qualquer ministro que violar a legislação deve ser alvo de um processo de impeachment pelo Senado.
Embora tenha tocado no tema da atuação político-partidária dos magistrados, Flávio evitou aprofundar na relação financeira entre Nunes Marques e Vorcaro. Mensagens da Polícia Federal indicam que o filho do ministro recebeu pagamentos mensais de R$ 500 mil, levantando suspeitas sobre decisões favoráveis ao banco nos julgamentos do STF. Nunes Marques foi indicado ao STF em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Impeachment e manifestações
Flávio Bolsonaro tem como uma de suas propostas o impeachment de ministros do STF, acusando o Judiciário de censura e perseguição a figuras da direita, incluindo seu pai, Jair Bolsonaro. Recentemente, ele criticou o ministro Alexandre de Moraes, sugerindo que sua atuação como advogado de Vorcaro e suas ações em relação a investigações são motivo para um “impeachment imediato”. Durante sua campanha, Flávio afirmou que busca uma relação institucional com o STF, desejando “paz para governar”.
A entrevista de Flávio foi acompanhada por panelaços em várias cidades do Brasil. Os atos, convocados via redes sociais, contaram com a participação do deputado federal André Janones (Rede-MG), que colabora com a estratégia digital da campanha de Lula. Foram registrados protestos em diversos bairros de São Paulo, além de manifestações em cidades como Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Salvador.
Fonte: Amazonas Atual