Força Nacional amplia proteção para aldeias Guarani Kaiowá em MS
A Força Nacional intensificará sua atuação em Mato Grosso do Sul para proteger as aldeias Guarani Kaiowá, em resposta a crescentes denúncias de violência política.

BRASÍLIA – A presença da Força Nacional em Mato Grosso do Sul será ampliada para assegurar a proteção das aldeias indígenas Guarani Kaiowá, em meio a um aumento de casos de violência política na região. O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, após visitar as aldeias no último sábado, dia 31.
O ministro destacou que o reforço da Força Nacional não se limitará apenas ao aumento do efetivo. Um novo procedimento, denominado Minuto a Minuto, permitirá que as forças de segurança estejam sempre disponíveis para responder rapidamente a qualquer ocorrência considerada criminosa ou grave, acionadas pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal ou forças estaduais.
Entre os incidentes alarmantes, destaca-se o incêndio criminoso que destruiu a casa da rezadeira de 90 anos, Ñandesy Roberta, na aldeia Jaguapiré, em Tacuru, a aproximadamente 427 quilômetros de Campo Grande. O fogo não apenas destruiu a residência da idosa, mas também consumiu instrumentos sagrados utilizados em rituais tradicionais, configurando uma grave violação dos direitos indígenas e da liberdade religiosa.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Voninho Guarani Kaiowá, coordenador da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), alertou sobre o aumento das ameaças e ataques contra as comunidades Guarani Kaiowá nos últimos dias. A comitiva ministerial, que incluiu os ministros dos Povos Indígenas e dos Direitos Humanos, visitou as aldeias Sassoró e Taquapery, em resposta às denúncias de violência que ganharam destaque nas redes após as eleições.
A Apib registrou mais de 30 casos de violência, incluindo uma ameaça de envenenamento da água na aldeia Sassoró, supostamente vinculada a um servidor público municipal. O ministro Eloy Terena informou que a Polícia Federal já iniciou a investigação dos suspeitos e que o monitoramento da qualidade da água será intensificado. Até o momento, quatro dos dez casos reportados são de Mato Grosso do Sul, e o Ministério dos Direitos Humanos se comprometeu a oferecer suporte às vítimas através do Programa de Proteção.
Fonte: Amazonas Atual