Gilmar Mendes solicita acesso ao celular de Vorcaro antes de julgamento de Moraes
O ministro Gilmar Mendes pediu a Fachin que todos os ministros tenham acesso aos dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro antes do julgamento de Moraes, marcado para terça-feira.

Na manhã deste sábado, 12 de novembro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um pedido ao presidente da Corte, Edson Fachin. Ele solicitou que medidas sejam tomadas para garantir que todos os magistrados envolvidos tenham acesso aos dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro antes do julgamento que ocorrerá na próxima terça-feira, 15 de novembro.
O julgamento em questão decidirá se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por suposto envolvimento no caso Master. Gilmar destacou a importância de que todos os ministros estejam informados sobre as evidências relevantes para o caso, apoiando assim o pedido anterior feito pelo ministro Cristiano Zanin, que havia requerido as informações em duas ocasiões na sexta-feira, 11 de novembro.
O pedido de Gilmar Mendes surgiu após Fachin ter solicitado ao relator do caso, André Mendonça, a retirada do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master. Segundo Gilmar, foi informado que uma cópia dos dados extraídos do celular de Vorcaro foi enviada ao gabinete de Mendonça, mas outros ministros ainda não tiveram acesso a essas informações cruciais.
Gilmar Mendes ressaltou que, caso os dados não sejam disponibilizados por Mendonça, a Polícia Federal deve ser acionada com urgência para fornecer as cópias necessárias. Em resposta a Cristiano Zanin, Mendonça afirmou que o material está lacrado e que não foi manuseado, enfatizando que o objetivo da cópia é servir como uma contraprova em caso de perda dos originais.
O relator também argumentou que liberar a íntegra dos dados do celular poderia comprometer investigações em andamento e violar o dever estatal de investigar. Ele negou que haja uma diferença de informações entre os ministros e afirmou que a defesa de Vorcaro tem acesso às cópias, uma vez que o material é devolvido após a extração. Por outro lado, o ministro Alexandre de Moraes criticou Mendonça, alegando que ele protege um grupo político ao liberar apenas parte dos processos, o que poderia prejudicar a imparcialidade das investigações.
Fonte: Amazonas Atual