Príncipe saudita busca apoio militar dos EUA contra houthis do Iêmen
O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman pediu ajuda a Donald Trump para enfrentar os houthis. A situação no Mar Vermelho se intensifica com as ameaças do grupo aliado ao Irã.

Na quinta-feira, dia 10 de outubro, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, fez um pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitando assistência militar para enfrentar os houthis, um grupo rebelde do Iêmen que recebe apoio do Irã. As informações foram confirmadas por três fontes próximas ao assunto na sexta-feira, dia 11.
Os houthis intensificaram suas ameaças na região do Mar Vermelho, o que levou à necessidade de um diálogo mais profundo entre os líderes sauditas e americanos. Durante o mesmo dia, Trump teve pelo menos duas conversas telefônicas com Mohammed bin Salman, mas não chegou a concordar em um ataque militar por parte dos EUA contra os houthis, conforme revelaram as fontes.
Apesar da resistência a um ataque direto, Washington se comprometeu a ajudar a Arábia Saudita com o compartilhamento de informações de inteligência e na identificação de alvos em potencial. Uma autoridade sênior do governo americano, que pediu para não ser identificada, afirmou que os EUA estão focados em proteger seus interesses de segurança nacional, especialmente a liberdade de navegação no Mar Vermelho.
A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentários da Reuters sobre as ligações entre Trump e o príncipe saudita. Entretanto, a mesma fonte ressaltou que o diálogo entre Washington e Riad, assim como com o governo iemenita, continua ativo.
Recentemente, os houthis avançaram de forma significativa ao longo da costa do Iêmen, alcançando a ilha estratégica de Perim, no Estreito de Bab el-Mandeb, um ponto-chave para o controle do tráfego marítimo. O domínio dos houthis sobre essa área poderia dar ao Irã uma vantagem substancial em sua estratégia contra os EUA, potencialmente afetando o abastecimento global de petróleo e levando a um aumento nos preços do combustível, o que preocupa a Arábia Saudita, a maior exportadora de petróleo do mundo.
Fonte: D24AM