Governo ajusta preços do Gás do Povo para aumentar oferta e controlar custos
O governo brasileiro reajustou os preços do programa Gás do Povo para melhorar a oferta e proteger as famílias da alta de insumos energéticos. A iniciativa beneficiará milhões de lares.

Em Brasília, o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério da Fazenda anunciaram a publicação da Portaria Interministerial MME/MF nº 2, que reajusta os preços de referência do programa Gás do Povo. Essa medida foi implementada para mitigar os impactos do conflito no Oriente Médio nos preços dos insumos energéticos e assegurar a proteção da população brasileira.
A atualização é uma resposta a defasagens observadas em estados onde os preços do Gás do Povo estavam acima dos limites estipulados pelas regras do programa. Essa situação vinha afetando a adesão das revendas, o que justificou o reajuste e reforça a importância do programa como a principal política pública para acesso ao gás de cozinha no Brasil.
O programa Gás do Povo garante a recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias que estão cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) e que têm renda per capita de até meio salário-mínimo. Atualmente, cerca de 15 milhões de lares em todos os municípios brasileiros são atendidos, beneficiando aproximadamente 50 milhões de pessoas.
Com o reajuste, o governo pretende ampliar a rede de revendas e corrigir distorções regionais, fortalecendo a efetividade do programa e assegurando que o benefício chegue a quem realmente precisa. A expectativa é que essa medida consolide a adesão dos pontos de venda e aumente a participação das distribuidoras, especialmente em municípios que ainda estão desatendidos.
Além disso, o governo brasileiro instituiu uma subvenção inédito para o gás de cozinha (GLP), com um pagamento de R$ 850 por tonelada de GLP importado, totalizando R$ 330 milhões em dotação. Esse subsídio visa equalizar o preço do produto importado ao nacional, representando cerca de 30% do valor do produto nas refinarias, e ajudando a reduzir os impactos da volatilidade externa no acesso ao gás de cozinha no país.
Fonte: D24AM