Ibama registra 124 incêndios no Amapá e alerta para seca prolongada
O Ibama contabilizou 124 acionamentos para incêndios no Amapá entre julho e setembro, destacando a gravidade da seca e o fenômeno El Niño.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, conhecido como Ibama, registrou 124 acionamentos para o combate a incêndios florestais no Amapá entre os meses de julho e setembro deste ano. Esses números fazem parte de um balanço parcial divulgado pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, o Prevfogo, que é responsável por ações de contenção das queimadas em várias regiões do estado.
A situação se tornou crítica, especialmente em municípios como Tartarugalzinho e Amapá, que concentram a maior quantidade de focos de incêndio. Devido ao longo período de estiagem e os efeitos do fenômeno climático El Niño, as equipes de combate intensificaram seus esforços. As brigadas estão posicionadas em localidades como Oiapoque e Laranjal do Jari, além das áreas centrais do estado, onde foram registrados os acionamentos.
A superintendente do Ibama no Amapá, Débora Thomaz, fez um apelo à população para que evitem queimadas urbanas, especialmente durante este período de calor extremo. Ela destacou a importância de não queimar lixo em quintais ou na frente das casas, já que as altas temperaturas tornam qualquer material potencialmente inflamável. "A gente pede para que a população faça o seu deverzinho de casa, não queimando lixo nos seus quintais", afirmou.
No município de Amapá, a situação é ainda mais alarmante na região da Reserva Biológica do Lago Piratuba, onde o fogo subterrâneo representa um sério risco. Em resposta a essa emergência, o Ibama intensificou ações preventivas durante os meses de julho e agosto, incluindo a construção de aceiros, que são faixas de terra livres de vegetação, visando conter o avanço das chamas.
Além do combate a incêndios, o Prevfogo também realiza atividades de recuperação ambiental e reflorestamento, com o apoio da empresa parceira Ansel, que fornece mudas que são plantadas com a ajuda de moradores locais. Para garantir uma resposta rápida ao surgimento de novos focos, o Ibama ressalta a importância de que a comunidade faça os acionamentos imediatos. "Mínimo sinal de fumaça, faça os acionamentos às brigadas de Prevfogo, ao Corpo de Bombeiros", enfatizou Débora Thomaz, alertando sobre a necessidade urgente de prevenção.
Fonte: Portal Amazônia