IIAP usa drones e bioinsumos para enfrentar El Niño nas florestas do Peru
O Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP) adota tecnologias inovadoras para mitigar os impactos do El Niño em San Martín. A iniciativa inclui o uso de drones e técnicas de biotecnologia.

As consequências do fenômeno El Niño não se restringem apenas ao litoral e às terras altas do Peru. Na região da selva alta, as chuvas intensas podem causar deslizamentos de terra, enquanto as secas prolongadas fragilizam o solo, tornando-o suscetível a incêndios.
Para enfrentar esses desafios, o Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, está implementando uma série de ações em San Martín. Uma equipe multidisciplinar está utilizando uma combinação de soluções biológicas, reflorestamento com drones, monitoramento ambiental e gestão de bacias hidrográficas.
Héctor Guerra Arévalo, especialista em Sistemas Agroflorestais do IIAP, enfatiza que a gravidade dos impactos varia conforme a topografia e o grau de degradação florestal. Ele explica que, em áreas desmatadas, as raízes das árvores não conseguem mais fixar o solo, levando a deslizamentos em períodos de chuvas fortes.
Para proteger a agricultura familiar e evitar a degradação do solo, o IIAP promove o uso de biofertilizantes que contêm microrganismos de montanha e fungos micorrízicos. Além disso, são utilizados agentes de controle biológico, como os fungos Trichoderma e Beauveria bassiana, e biocidas à base de plantas, que são fundamentais para proteger culturas, como o cacau.
Nos locais afetados por incêndios, a estratégia do IIAP inclui o uso de drones para dispersar sementes de espécies nativas em áreas de difícil acesso. Enquanto isso, a saúde dos rios é monitorada com a técnica de DNA ambiental (eDNA), que analisa o material genético deixado por organismos aquáticos. Essa abordagem visa não somente proteger as fontes de água, mas também assegurar a sobrevivência de espécies vulneráveis às mudanças climáticas.
Fonte: Portal Amazônia