Manaus registra recorde histórico de calor com 37,4°C
Nesta segunda-feira (31), Manaus atingiu a temperatura recorde de 37,4°C, segundo o Inmet. O novo marco foi registrado apenas cinco dias após o anterior.

A capital do Amazonas, Manaus, alcançou um novo recorde de temperatura nesta segunda-feira, dia 31 de agosto, com a marca de 37,4°C. Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que monitora as condições climáticas na região.
Esse novo recorde foi anotado apenas cinco dias após a temperatura anterior, que foi de 37,1°C, registrada em 25 de agosto. Os meses mais quentes do ano na cidade, até agora, foram concentrados no mês de agosto, evidenciando um aumento significativo nas temperaturas.
Fatores Climáticos e Urbanos
O fenômeno climático conhecido como El Niño é um dos fatores que influenciam as altas temperaturas. Ele é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico e altera a dinâmica de chuvas e temperaturas em várias regiões do mundo. No Brasil, os efeitos do El Niño variam conforme a localização, com o Sul recebendo mais chuvas, enquanto o Norte e o Nordeste enfrentam secas.
Além do El Niño, o Inmet aponta que fatores climáticos e urbanos impactam o aumento da temperatura em Manaus. A posição geográfica da cidade em uma área equatorial, a impermeabilização do solo e o calor retido pelo asfalto e concreto contribuem para o acúmulo de calor. A diminuição da arborização na capital também dificulta a circulação do ar, elevando ainda mais as temperaturas.
Previsões e Riscos Futuros
O período de verão amazônico, que se estende de julho a novembro, é conhecido pela redução nos níveis dos rios durante a seca, mas não é diretamente responsável pelo calor excessivo. Esse calor está ligado a condições atmosféricas que geram estiagem, como a diminuição das chuvas e da nebulosidade, além do aumento da radiação solar.
Com a previsão de escassez de chuvas nos próximos meses, os riscos de secas, queimadas e problemas com abastecimento de água são alarmantes. No estado do Amazonas, isso pode provocar uma estiagem mais severa, afetando diretamente a vazante do Rio Negro, essencial para o transporte e a subsistência da população local.
Fonte: D24AM