Incêndios em lixões a céu aberto afetam municípios do Amazonas
Lixões em Lábrea e Manacapuru provocam incêndios e prejudicam a saúde da população. Situação crítica se agrava com altas temperaturas e fumaça intensa.

MANAUS - O estado do Amazonas enfrenta uma grave situação com incêndios em lixões a céu aberto, especialmente nos municípios de Lábrea e Manacapuru. As altas temperaturas têm contribuído para a propagação das chamas, causando sérios prejuízos à saúde pública e ao meio ambiente.
No município de Lábrea, localizado no Sul do estado, um incêndio no lixão municipal já dura 30 dias e continua sem controle. Nesta quarta-feira, 2 de agosto, a fumaça voltou a cobrir a cidade, causando desconforto e preocupação entre os moradores, que relatam que o lixão está a apenas 1 quilômetro da área urbana.
Os bombeiros realizaram diversas intervenções no local para combater os focos de incêndio, mas as chamas ressurgem após o resfriamento dos pontos quentes. Em Manacapuru, a situação não é diferente; um incêndio no lixão municipal teve início no sábado, 29 de julho, e se alastrou para áreas adjacentes, atingindo vegetação nativa e uma plantação de bananas.
A fumaça gerada pelo incêndio em Manacapuru se espalhou por várias regiões e está comprometendo a visibilidade e a qualidade do ar. Em Iranduba, um incêndio de grandes proporções no lixão municipal, ocorrido em 13 de agosto, se manteve ativo por vários dias, afetando a zona oeste de Manaus, com uma área estimada em 40 mil metros quadrados sendo devastada.
Para combater o incêndio em Iranduba, os bombeiros usaram impressionantes 230 mil litros de água. O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) multou a Prefeitura de Iranduba em R$ 2,5 milhões devido à poluição causada pela queima de resíduos. Além disso, o Ministério Público do Amazonas abriu um procedimento para investigar a origem do fogo e os possíveis impactos ambientais e à saúde da população. Em Caapiranga, um incêndio na Estrada do Membeca, na zona rural, já consumiu áreas de mata nativa e ameaça propriedades rurais, com animais silvestres sendo encontrados carbonizados.
Fonte: Amazonas Atual