Incêndios florestais levam à suspensão de aulas em Manaus
A fumaça provocada por incêndios florestais em Manaus resultou na suspensão de aulas na Ufam e Ifam, devido à péssima qualidade do ar.

MANAUS - A fumaça que cobre Manaus há cinco dias, originada de incêndios florestais, tem impactado severamente a qualidade do ar na capital amazonense. Em decorrência desse agravamento, as aulas na Ufam (Universidade Federal do Amazonas) e no Ifam (Instituto Federal do Amazonas) foram suspensas nesta quinta-feira, 8 de setembro de 2023.
As atividades acadêmicas nas instituições continuam, mas de forma remota. De acordo com o Selva (Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental), a qualidade do ar apresenta índices alarmantes em vários pontos da cidade, com concentrações de partículas finas que atingem 103,7 µg/m³ em um dos locais monitorados, enquanto outras áreas registram valores que vão de 86,4 µg/m³ até 99,3 µg/m³.
Os números são considerados muito ruins na escala de qualidade do ar do Selva, que destaca a gravidade da situação. A plataforma internacional IQAir também aponta que a qualidade do ar em Manaus é insalubre, com uma média atual de 98,3 µg/m³, superando em 19,7 vezes a diretriz anual de PM2.5 da Organização Mundial da Saúde.
Em resposta a essa situação, a Ufam decidiu suspender as atividades presenciais, buscando preservar a saúde da comunidade acadêmica. Inicialmente, havia expectativas de que os ventos melhorariam a qualidade do ar durante a madrugada, mas isso não se concretizou, levando à suspensão das aulas.
O Ifam, por sua vez, também optou por realizar suas atividades de forma não presencial, após análise do Comitê de Crise Local, que classificou as condições do ar como muito insalubres. A UEA (Universidade Estadual do Amazonas) também anunciou a suspensão das aulas presenciais em todos os turnos, ressaltando a importância de proteger a saúde e o bem-estar de seus alunos e servidores. A situação se agravou ainda mais com um incêndio em área de vegetação e descarte irregular no Distrito Industrial II, que completa dois dias de fumaça intensa.
Fonte: Amazonas Atual