Juiz rejeita pedido de David Almeida para remover vídeo de Hissa Abrahão
O juiz Diogo Oliveira Nogueira Franco negou a solicitação de David Almeida para excluir um vídeo de Hissa Abrahão que o vincula a um acidente fatal. A decisão foi baseada na análise da crítica política contida no material.

MANAUS - O juiz Diogo Oliveira Nogueira Franco, atuando no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), negou o pedido do ex-prefeito de Manaus, David Almeida, do partido Avante, para que fosse retirado do ar um vídeo postado por Hissa Abrahão, que é candidato a deputado federal pelo Republicanos. No vídeo, David é acusado de ser responsável pela morte de uma grávida e de seu bebê em um acidente ocorrido devido a um buraco na Avenida Djalma Batista, na zona centro-sul de Manaus.
Hissa Abrahão utiliza um trecho de uma entrevista em que David é questionado sobre a falta do ex-vice-prefeito Marcos Rotta em sua campanha. David responde que não sente falta e afirma ter uma equipe forte e consolidada, ressaltando que quem sai é sempre substituído por alguém à altura. Em resposta, Hissa critica David, chamando-o de "cara de pau" e fazendo uma comparação com Pinóquio, devido às promessas não cumpridas de sua gestão.
A crítica de Hissa se aprofunda ao mencionar o programa Asfalta Manaus, lançado em 2022, que prometia o recapeamento de mais de 10 mil ruas da cidade. De acordo com Hissa, ao deixar a prefeitura em março de 2023, David havia completado apenas o recapeamento de menos de 3 mil ruas, mesmo após gastar R$ 860 milhões no programa.
No vídeo, Hissa menciona o caso da biomédica Giovana Ribeiro da Silva, de 29 anos, que estava grávida de oito meses e faleceu em junho de 2025, após um acidente causado por um buraco na pista. O laudo do Instituto de Criminalística do Amazonas indicou a falta de manutenção da via como a causa do acidente, que também resultou na morte do bebê, que se chamaria Maria Carolina.
Hissa argumenta que a morte de Giovana e sua filha não deve ser tratada como uma mera estatística de campanha, mas sim como uma consequência de ações e promessas não cumpridas. O juiz, em sua decisão, considerou que não existem elementos suficientes para caracterizar ilegalidade ou abuso que justificassem a remoção do vídeo neste momento, e que a crítica feita no material está dentro do contexto do debate político. O mérito do pedido de direito de resposta de David ainda será analisado após a apresentação da defesa de Hissa e manifestação do Ministério Público Eleitoral.
Fonte: Amazonas Atual