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Justiça autoriza inclusão de testemunha no julgamento do caso Henry Borel

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu ouvir a testemunha Miriam Santos Rabelo Costa durante o julgamento do caso Henry Borel, marcado para 25 de maio.

Ana Beatriz Souza2 min de leituraHenry Borel, justiça, Rio de Janeiro
Justiça autoriza inclusão de testemunha no julgamento do caso Henry Borel
Foto: (Foto: © Tomaz Silva/Agência Brasil)

A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) tomou a decisão de incluir o depoimento da testemunha Miriam Santos Rabelo Costa no julgamento do caso de Henry Borel, agendado para o dia 25 de maio. Esta testemunha possui um papel crucial, pois acusa Leniel Borel, pai de Henry, de agressões que, segundo sua versão, poderiam ter causado as lesões que levaram à morte da criança em março de 2021.

Miriam Santos será ouvida em defesa de Jairo Souza Santos Júnior, ex-vereador conhecido como Dr. Jairinho, que é acusado de ser o responsável pela morte do menino. Além de Jairinho, a ex-companheira dele, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, também enfrentará julgamento, sendo acusada de homicídio por omissão, tortura e coação.

Na sessão realizada na terça-feira (28), os magistrados decidiram, por unanimidade, acatar o voto do relator, desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, que havia concedido uma liminar no dia 1º de abril, permitindo que Miriam prestasse seu depoimento. O juízo da 2ª Vara Criminal, que inicialmente havia negado o pedido da defesa de Jairinho para incluir a testemunha, considerou o depoimento irrelevante, o que gerou controvérsia.

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O relator destacou em seu voto o risco de nulidade do julgamento caso a exclusão da testemunha fosse mantida. Ele afirmou que a exclusão, apenas baseada na suposta irrelevância, poderia resultar em cerceamento de defesa e violação da paridade de armas, além de antecipar um juízo de valor que deve ser feito pelo júri popular.

O julgamento de Jairo dos Santos Júnior e de Monique Medeiros estava previsto para ocorrer em 23 de março deste ano. No entanto, a sessão foi suspensa após a defesa de Jairinho alegar que não tinha recebido documentos e provas essenciais, causando confusão e levando os advogados a abandonarem o plenário.

Fonte: D24AM

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