Laboratório da UFPA inova na cadeia produtiva do cacau no Pará
Sob a coordenação da professora Mayara Guedes, laboratório transforma cacau e frutas amazônicas em produtos sustentáveis. Iniciativa busca valorizar a produção local.

O Laboratório de Processamento de Produtos de Origem Vegetal e Animal, localizado no Campus Universitário de Altamira da Universidade Federal do Pará (UFPA), é um espaço de inovação e sustentabilidade dedicado ao aproveitamento de matérias-primas abundantes da região, como o cacau, a banana e diversas frutas amazônicas.
Coordenado pela professora Mayara Guedes, o laboratório tem um aroma característico de chocolate que permeia o ambiente, enquanto os estudantes e pesquisadores se dedicam a transformar esses produtos em novas oportunidades. “No cacau, a gente procura aproveitar tudo. Nada se perde”, enfatiza a docente, que aposta na utilização integral do fruto.
Os diversos produtos resultantes do cacau incluem néctares com gengibre, geleias, chocolates e licores. Além disso, a película da amêndoa é utilizada na produção de sabonetes esfoliantes, enquanto as folhas do cacaueiro, após um processo cuidadoso, se transformam em embalagens ecológicas, uma alternativa viável ao plástico. “É pensar o cacau como um todo, do início ao fim”, completa Mayara.
O laboratório também funciona como um espaço de aprendizado prático, promovendo oficinas e visitas técnicas que aproximam a universidade dos produtores rurais. “Aqui, a universidade não está distante do produtor. A gente aprende junto, o tempo inteiro”, afirma a professora, ressaltando a importância dessa interação para enfrentar desafios como a oscilação do preço do cacau in natura.
Com um projeto já aprovado, o laboratório planeja a criação de uma fábrica solidária, voltada para comunidades indígenas e cooperativas locais. A intenção é oferecer infraestrutura adequada e capacitação para fortalecer as iniciativas sustentáveis na região. “Por trás de cada produto, existe um trabalho de pesquisa que valoriza os recursos da Amazônia e mostra que a inovação pode vir dos saberes locais”, finaliza a pesquisadora.
Fonte: Portal Amazônia