Lula defende Moraes e aponta à Flávio Bolsonaro suas críticas infundadas
O presidente Lula se defendeu de críticas sobre a indicação de Moraes ao STF, destacando que não era presidente na época. Ele atribui as acusações à prisão de Jair Bolsonaro.

Na última quarta-feira, 16 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou sobre a indicação do ministro Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF). O líder criticou os ataques feitos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) ao magistrado, afirmando que as críticas estão relacionadas à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e não a questões do Banco Master.
Lula enfatizou que não era o presidente quando Moraes foi indicado para o STF. Durante sua participação no podcast Desce a Letra, ele destacou que Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo atribuindo a ele a responsabilidade pela indicação de Moraes, e se defendeu dizendo: "Eu não era presidente quando o Alexandre de Moraes foi indicado para ministro da Suprema Corte".
O presidente, no entanto, cometeu um erro ao afirmar que Flávio já era senador na época da indicação de Moraes, sugerindo que ele teria votado a favor. Na verdade, o ministro foi escolhido pelo então presidente Michel Temer em 2017, enquanto Flávio tomou posse no Senado apenas em 2019.
Lula também aproveitou a oportunidade para esclarecer que não teve participação nas indicações de outros ministros do STF, como Nunes Marques e André Mendonça, que foram escolhidos por Jair Bolsonaro. O petista acredita que a ofensiva de Flávio contra Moraes se deve às decisões do ministro relacionadas aos atos golpistas e à prisão de seu pai.
Em sua fala, Lula ressaltou a importância do julgamento justo para todos, afirmando que qualquer pessoa que comete um delito deve arcar com as consequências. Ele elogiou a atuação de Moraes na defesa da democracia brasileira, especialmente durante as eleições de 2022, quando Bolsonaro tentou desacreditar as urnas eletrônicas. O ex-presidente, condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo STF por sua participação nos ataques de 8 de janeiro, se tornou inelegível após disseminar desinformação sobre as urnas.
Fonte: Amazonas Atual