Lula defende mudanças na jornada de trabalho e inclusão dos pobres
O presidente Lula reiterou a importância de uma jornada de trabalho mais justa durante discurso em Barcelona, enfatizando que os benefícios devem alcançar todos.

Em Brasília, poucos dias após apresentar ao Congresso Nacional um projeto de lei que visa reduzir a jornada de trabalho e eliminar a escala de seis dias com um dia de descanso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a enfatizar a necessidade dessas mudanças durante um discurso no Fórum Democracia Sempre, ocorrido em Barcelona, na Espanha, no dia 18 de novembro.
Lula argumentou que os avanços tecnológicos e a produtividade no ambiente de trabalho não devem beneficiar apenas os ricos. Para ele, "os mais pobres também têm o direito de usufruir dos ganhos da produtividade", ressaltando que atualmente esses benefícios parecem ser exclusividade dos mais favorecidos.
O presidente destacou que a discussão em torno do fim da jornada de trabalho 61 é crucial, já que os trabalhadores de baixa renda não têm colhido os frutos do aumento da produtividade nas empresas. Ele afirmou que é essencial garantir progresso social para que a democracia mantenha sua credibilidade perante a população, que muitas vezes se sente desamparada pelas instituições.
A proposta do governo, que foi enviada ao Congresso, sugere uma redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com a implementação de dois dias de descanso remunerado sem perda salarial. Com essa mudança, a nova escala seria de cinco dias trabalhados para dois de descanso, uma sugestão que conta com apoio popular, embora enfrente resistência de certos setores empresariais.
O Fórum Democracia Sempre reúne líderes de várias nações, incluindo Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai, e foi organizado pelo presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez. No evento, Lula também abordou questões internacionais, fazendo um apelo contra as guerras atuais e defendendo o fortalecimento do multilateralismo como uma forma de promover a paz e a cooperação entre os países.
Fonte: D24AM