Lula defende sua postura no STF e fala sobre desafios eleitorais
O presidente Lula afirmou que nunca pediu favores aos ministros do STF e destacou a força da direita no Brasil. Ele se mostrou confiante para o segundo turno das eleições.

Em uma sabatina realizada no SBT nesta segunda-feira, dia 19, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou que nunca solicitou favores a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que foram indicados por ele. "Nunca pedi um favor a um ministro da Suprema Corte. Nunca pedi e não vou pedir porque, quando eu indico uma pessoa ao cargo, é para ele cumprir o que está na Constituição e não para atender os interesses do presidente da República", declarou Lula.
Atualmente, quatro dos 11 ministros do STF foram nomeados por Lula durante seus três mandatos: Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Flávio Dino. O presidente ainda comentou sobre a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado, que se tornou um marco por ser a primeira negativa em 132 anos. "Não tive desgaste nenhum com a indicação do Messias, quem teve desgaste foi quem não aprovou, não fui eu. Eu indiquei um nome que, juridicamente, tem toda a competência para ser ministro da Suprema Corte", afirmou.
Nos bastidores, Lula acredita que a crise institucional no STF, intensificada por revelações de relações entre ministros e o banqueiro Daniel Vorcaro, impactou seu desempenho no primeiro turno das eleições. Durante a sabatina, ele reiterou a necessidade de uma reforma no Poder Judiciário, sugerindo que os magistrados sejam escolhidos por um conselho que inclua membros da sociedade civil e que mandatos sejam estabelecidos.
O presidente também ressaltou a importância de não subestimar a força da direita no Brasil e no mundo, observando seu crescimento significativo em vários países. Ele confessou que esperava vencer já no primeiro turno, expressando frustração pelo resultado, mas se mostrou otimista sobre a vitória no segundo turno, prevendo que as manifestações de rua convocadas pela esquerda demonstram que "o povo está assumindo a responsabilidade da campanha".
No primeiro turno, Lula terminou em segundo lugar, recebendo 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% do senador Flávio Bolsonaro (PL), a menor diferença já registrada entre os primeiros colocados. Após esse resultado inesperado, a campanha de Lula passou por um rearranjo, integrando novas estratégias de comunicação e um discurso que foca nas ameaças representadas por Flávio aos programas sociais. O ex-presidente está concentrando esforços para recuperar votos, especialmente no Nordeste e no Sul, acreditando que uma boa performance em Minas Gerais e São Paulo pode ser decisiva para a vitória nas eleições.
Fonte: Amazonas Atual