Lula destaca avanços na educação e promete combate ao feminicídio
Durante visita à UFSCar, Lula ressaltou os investimentos em educação e defendeu penas severas para agressores de mulheres, além de criticar a elite brasileira.

SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atual candidato à reeleição, destacou neste sábado (5) que, nos últimos 15 anos, seus governos e o da ex-presidente Dilma Rousseff realizaram na educação o que outros governos levaram cinco séculos para fazer. Essa afirmação foi feita durante sua visita ao campus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), localizado em São José do Rio Preto (SP).
Lula ressaltou que, dos 58 institutos federais no Estado de São Paulo, 40 foram estabelecidos durante suas gestões. Ele mencionou a importância de acelerar a reforma da unidade da UFSCar para aumentar o número de estudantes, prevendo que, já no Enem de 2027, será possível garantir um número maior de alunos no campus, que atualmente oferece 90 vagas em três cursos de graduação.
O presidente criticou a postura histórica da elite brasileira em relação à educação, questionando por que ela nunca levou a sério essa área fundamental para o desenvolvimento do País. “Não existe país que tenha conseguido se desenvolver sem investir em educação”, afirmou, enfatizando que a falta de investimentos torna a população mais vulnerável a ser manipulada.
Além disso, Lula prometeu um combate rigoroso ao feminicídio caso seja reeleito, defendendo a prisão de homens que agredirem mulheres. Ele afirmou que as mulheres devem ter liberdade para decidir sobre suas vidas e suas carreiras, pregando um mundo onde elas possam exercer suas vontades plenamente.
Durante o comício em São José do Rio Preto, o presidente também abordou a questão da tecnologia, afirmando que o Brasil não deve depender da China ou dos Estados Unidos para o desenvolvimento de inteligência artificial. Segundo ele, a aprovação do Redata pelo Senado pode atrair R$ 500 bilhões em investimentos para data centers no Brasil, e a proposta inclui garantir que esses centros produzam sua própria energia, aproveitando a disponibilidade de energia barata no País.
Fonte: Amazonas Atual