Manaus enfrenta crise de poluição: qualidade do ar atinge nível perigoso
A qualidade do ar em Manaus caiu para níveis alarmantes devido à fumaça das queimadas, afetando a saúde da população.

A qualidade do ar em Manaus voltou a ser motivo de preocupação, com a presença de fumaça e uma alta concentração de poluentes na atmosfera. Dados da plataforma internacional IQAir indicam que, por volta das 7h45, o índice de qualidade do ar foi classificado como "perigoso", registrando 394,3 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas finas PM2.5.
O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) também confirmou a deterioração das condições atmosféricas, considerando que a qualidade do ar está na categoria "péssima". Vários bairros da capital amazonense, como Coroado, Petrópolis e Puraquequara, apresentaram níveis elevados de poluição, alertando os moradores sobre os riscos à saúde.
A fumaça proveniente de queimadas é a principal responsável pela má qualidade do ar, e sua dispersão pode afetar diversas áreas da cidade. A intensidade da poluição varia conforme as condições climáticas, a circulação dos ventos e a proximidade dos focos de incêndio, o que torna a situação ainda mais crítica.
As partículas PM2.5 são muito pequenas, com diâmetro de até 2,5 micrômetros, o que permite que elas penetrem profundamente no sistema respiratório. Quando em concentrações elevadas, esses poluentes podem causar irritações nos olhos, nariz e garganta, além de tosse e falta de ar, podendo agravar doenças respiratórias e cardiovasculares.
Grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e pessoas com condições crônicas como asma e bronquite, precisam de atenção especial durante períodos de poluição intensa. Em casos de falta de ar ou dor no peito, é fundamental buscar atendimento médico. Medidas para reduzir a exposição à fumaça e aos poluentes devem ser adotadas pela população.
Fonte: D24AM