Mensagens Revelam Acesso de Lobista ao Planalto e Contradizem Lula
Trocas de mensagens mostram que Roberta Luchsinger tinha acesso ao Palácio do Planalto, contradizendo declarações de Lula sobre seu conhecimento da lobista.

Em Brasília, novas trocas de mensagens obtidas pela Metrópoles colocam em xeque as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As mensagens indicam que a lobista Roberta Luchsinger tinha acesso livre ao Palácio do Planalto, utilizava aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) e frequentava a residência oficial do presidente. Além disso, os registros mostram uma relação próxima com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do mandatário.
Durante uma entrevista à TV Globo no dia 27 de agosto, Lula afirmou que não conhecia Luchsinger, chamando-a de “pilantra” e assegurando que nunca esteve próximo dela. No entanto, as mensagens e dados oficiais revelam um panorama diferente, com registros de acessos ao Palácio e viagens em aeronaves oficiais que contradizem suas declarações.
De acordo com registros obtidos através da Lei de Acesso à Informação (LAI), Roberta Luchsinger foi registrada na portaria do Palácio do Planalto em 22 de março de 2023. Dois dias depois, ela enviou mensagens à mãe dizendo que havia viajado a Brasília no aero lula, o avião presidencial, e anexou fotos do interior do palácio.
A utilização de transporte oficial por parte de Luchsinger foi mencionada em um áudio enviado a uma assessora do governo da Bahia no dia 1º de novembro de 2023. Na gravação, ela informa que viajaria em uma aeronave da FAB acompanhada pelo filho do presidente, justificando a flexibilidade de horários pela possibilidade de embarque direto na base aérea.
As mensagens também revelam que Roberta frequentemente se referia a Lula como o pai de Fábio. Em conversas, ela relatou encontros com o presidente e idas à sua residência. Atualmente, os fatos envolvendo a lobista e Lulinha estão sendo investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), um dos quais investiga a suspeita de tráfico de influência no Ministério da Saúde para a comercialização de medicamentos derivados de cannabis.
Fonte: D24AM