Ministério da Saúde intensifica campanha de vacinação contra sarampo
O Ministério da Saúde convoca a população a atualizar a caderneta de vacinação em resposta aos casos de sarampo em São Paulo. A campanha vai até 1º de outubro.

BRASÍLIA – Em resposta ao aumento de casos de sarampo em São Paulo nos últimos meses, o Ministério da Saúde fez um apelo para que a população mantenha a caderneta de vacinação em dia. A Campanha Nacional de Multivacinação está em andamento e vai até a próxima terça-feira, 1º de outubro, e visa verificar a situação vacinal de crianças e adolescentes com menos de 15 anos.
O foco principal da campanha é a aplicação das vacinas necessárias, incluindo a tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. Em 2026, o Brasil confirmou 27 casos da doença, dos quais 24 estão diretamente relacionados a uma cadeia de transmissão ativa que começou em junho em São Paulo, com 21 casos na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
Além disso, outros três casos foram registrados em São Paulo e um no Rio de Janeiro, mas estes não têm relação entre si e já foram considerados encerrados após 12 semanas sem novas ocorrências. Em 2025, foram notificados 38 casos de sarampo, todos importados ou relacionados à importação, e que foram controlados por meio de ações de vigilância e vacinação.
O ministério destacou que o Brasil permanece livre da circulação endêmica do sarampo, apesar do aumento de casos em outros países da América. O sarampo é uma doença altamente contagiosa, cuja prevenção é garantida pela vacina tríplice viral, com um esquema de duas doses para crianças: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
Pessoas com idade de até 29 anos que não foram vacinadas ou que não possuem comprovação devem receber duas doses da vacina, com um intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Para adultos entre 30 e 59 anos, recomenda-se uma dose contra o sarampo. Em São Paulo, devido à cadeia de transmissão identificada, o ministério orientou a ampliação da vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, incluindo a aplicação da chamada dose zero em crianças de 6 a 11 meses para oferecer proteção adicional.
Fonte: Amazonas Atual