Ministra Cármen Lúcia ressalta a importância da confiança nas instituições
A ministra Cármen Lúcia, do STF, enfatizou a necessidade de confiança nas instituições para a democracia, durante evento em Belo Horizonte.

Na última quarta-feira, dia 16, a ministra Cármen Lúcia, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma declaração importante sobre a confiança da população nas instituições, ressaltando que esse fator é crucial para a manutenção da democracia. Sua afirmação ocorreu durante sua participação por videoconferência no XXII Encontro Nacional de Controle Interno, realizado na cidade de Belo Horizonte.
Cármen Lúcia expressou sua preocupação com o atual estado de descrença e desânimo que a sociedade brasileira demonstra em relação às instituições públicas. Segundo a ministra, embora os erros sejam uma parte natural da experiência humana, é fundamental que os servidores públicos se esforcem para corrigir essas falhas e fornecer serviços de qualidade à população.
A ministra afirmou: "A democracia vive da confiança que o cidadão e cidadã têm nas suas instituições. Eu digo isso com muito lamento pelos momentos que nós estamos passando de descrença, de desânimo com a administração pública". Para ela, a busca pela correção dos erros é uma responsabilidade que todos os servidores devem assumir, a fim de restaurar a confiança dos cidadãos em suas instituições e, consequentemente, na democracia.
Além disso, Cármen Lúcia destacou que a prestação de um serviço público de qualidade é uma obrigação inalienável dos agentes públicos. Ela defendeu a necessidade de fortalecer as estruturas de controle interno e de garantir melhores condições de trabalho para os órgãos que fiscalizam a administração.
Em um contexto recente, a manifestação da ministra veio um dia após uma sessão do STF, onde divergências entre ministros foram evidentes durante a análise de um relatório da Polícia Federal. Esse relatório continha mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro, e a discussão foi suspensa após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Fonte: Amazonas Atual