Moradores de Manaus temem desabamento devido a rachaduras em prédio
Moradores do Residencial Ozias Monteiro I, em Manaus, estão preocupados com rachaduras que surgiram nos apartamentos. Vistoria técnica foi realizada para avaliar a segurança do edifício.

MANAUS – Moradores do Bloco 21 do Residencial Ozias Monteiro I, situado no bairro Cidade Nova, na zona norte de Manaus, expressam sua preocupação com a possibilidade de desabamento do prédio devido ao surgimento de rachaduras nos apartamentos. Esta situação alarmante levou à realização de uma vistoria técnica nesta quarta-feira (19) para avaliar as condições estruturais e de segurança do edifício.
A vistoria foi organizada pela DPE (Defensoria Pública do Amazonas), contando com a participação de órgãos estaduais e municipais, além da construtora responsável pela obra. Durante a avaliação, técnicos da Defesa Civil do Município e da Suhab (Superintendência de Habitação) também estiveram presentes para garantir uma análise completa da situação.
Um dos moradores, Cassiano Garcia, de 33 anos, relatou que vive com o medo constante de que o prédio onde mora possa desabar. Ele mencionou que uma rachadura em seu quarto se agravou a ponto de permitir a entrada de luz solar pela fresta. Cassiano, que reside no térreo, destacou que sua esposa começou a ouvir estalos na estrutura, o que tem afetado seu sono devido ao temor de permanecer no imóvel.
Como resultado da situação preocupante, parte dos apartamentos, incluindo o de Cassiano, foi interditada e recebeu sinalização da Defesa Civil do Município, indicando que o acesso ao local está restrito. O laudo elaborado pelos engenheiros da Direcional Engenharia, a empresa responsável pela construção, afirma que não há risco iminente de desabamento, mas ressalta a necessidade de intervenções e de continuidade nas investigações técnicas.
A Defesa Civil do Estado também confirmou a análise da construtora e indicou a necessidade de medidas corretivas. Os órgãos que participaram da vistoria se comprometeram a emitir relatórios técnicos sobre a situação, incluindo uma avaliação das condições estruturais do prédio e a segurança para a permanência dos moradores dos 16 apartamentos. O defensor público Carlos Almeida Filho comentou que os moradores buscaram orientação jurídica para identificar os responsáveis pelos problemas e garantir os reparos necessários, enquanto a Instituição monitora a situação em caso de evacuação do prédio.
Fonte: Amazonas Atual