Moraes permite que defesa de Bolsonaro acompanhe depoimento à Polícia Civil
O ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença da defesa de Jair Bolsonaro em seu depoimento à Polícia Civil, marcado para esta terça-feira (23). A oitiva será na residência do ex-presidente.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma decisão importante ao permitir que a defesa de Jair Bolsonaro acompanhe o depoimento que o ex-presidente prestará à Polícia Civil do Distrito Federal. A oitiva ocorrerá nesta terça-feira, 23 de outubro, às 15h, na residência de Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar.
A investigação em questão envolve um inquérito que apura a localização de uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente. Esta arma foi encontrada com um de seus seguranças durante uma abordagem policial em Taguatinga, onde um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio. O motorista do veículo se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e afirmou que a arma pertencia a Bolsonaro.
Durante a abordagem realizada na noite de segunda-feira, 15 de outubro, a polícia também encontrou um carregador sobressalente da pistola, que é do modelo Glock 9 milímetros. O motorista, após ser conduzido a uma delegacia, explicou que a arma lhe foi confiada para reparos e que a retirou no mesmo dia para consertos, com a intenção de devolvê-la no dia seguinte.
Além de permitir a presença dos advogados de Bolsonaro durante o depoimento, Moraes também autorizou uma reunião entre a defesa e o ex-presidente na segunda-feira, 22 de outubro, sem restrições de tempo. Esse acesso é fundamental para que a defesa possa se preparar adequadamente para a oitiva.
Após a apreensão da arma, a defesa de Bolsonaro confirmou que o ex-presidente é realmente o proprietário do armamento, que foi deixado com o segurança para ser levado para conserto. Os advogados ressaltaram que Bolsonaro não está proibido de manter a arma em sua residência, o que levanta questões sobre a legalidade de sua posse e o contexto da investigação.
Fonte: D24AM