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Moraes se defende e critica investigação como farsa política

Em resposta a acusações sobre suas relações com Daniel Vorcaro, Moraes disse ser alvo de uma 'farsa montada' e criticou a investigação realizada pela Polícia Federal.

Marina Ribeiro2 min de leituraSTF, Moraes, Bolsonaro
Moraes se defende e critica investigação como farsa política
Foto: Ministro Alexandre de Moraes rebateu acusações e atribui relatório da PF à vingança de aliados de Bolsonaro (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ABr)

BRASÍLIA – Depois de um período de 15 dias sem se manifestar, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes quebrou o silêncio para se defender das suspeitas relacionadas ao seu contato com o banqueiro Daniel Vorcaro. As acusações surgiram após a divulgação de 51 mensagens trocadas entre eles, reveladas pelo Estadão. Em uma petição de 44 páginas, Moraes descreveu a situação como uma 'farsa montada' e afirmou que todos conhecem a 'motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras'.

O ministro também se referiu à situação como uma 'vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e foram condenados', em clara alusão ao núcleo próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Moraes aproveitou a oportunidade para criticar a investigação que está sendo conduzida, a qual ele considera ilegal. Sua defesa foi entregue ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, pouco antes do julgamento que está agendado para ocorrer às 10h de terça-feira, 15 de novembro, onde será decidido se a investigação contra Moraes continuará ou será arquivada.

De acordo com Moraes, as informações que foram apresentadas não indicam a existência de qualquer infração penal. Ele argumentou que a investigação, conduzida sem solicitação da Procuradoria-Geral da República e sem autorização do plenário do tribunal, não conseguiu provar qualquer irregularidade. O Estadão destacou várias interações entre Moraes e Vorcaro, incluindo pedidos do banqueiro para que o ministro intervisse em investigações da Polícia Federal relacionadas ao Banco Master.

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Na petição, Moraes dedicou cerca de dez páginas para contestar o conteúdo das mensagens e seu significado, enquanto o restante da defesa focou na alegação de ilegalidade e direcionamento do relatório da investigação. Ele classificou o relatório como 'duplamente nulo', tanto por sua origem considerada ilegal quanto pelo conteúdo, que ele descreveu como 'ilações sem qualquer comprovação'. O ministro enfatizou que a operação de prisão foi realizada de maneira regular, sem qualquer indício de que ele tivesse conhecimento prévio sobre o mandado de prisão.

Moraes também refutou as alegações sobre diálogos entre ele e Vorcaro, chamando-os de 'diálogos fantasiosos'. Ele declarou que não existem mensagens que indiquem qualquer favorecimento ou conhecimento prévio de operações policiais. O ministro ainda destacou a necessidade de preservar a cadeia de custódia das provas, afirmando que a quebra desse processo pode resultar em inserções de informações falsas, comprometendo a integridade da investigação. Moraes concluiu que todas as suposições feitas sobre sua conduta são infundadas e carecem de provas concretas.

Fonte: Amazonas Atual

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