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Moraes solicita manifestação da PGR sobre calúnia de Flávio Bolsonaro a Lula

O ministro Alexandre de Moraes solicita que a PGR se manifeste sobre a calúnia de Flávio Bolsonaro contra Lula. Investigação aponta crime nas declarações do senador.

Ana Beatriz Souza2 min de leituraFlávio Bolsonaro, Lula, calúnia
Moraes solicita manifestação da PGR sobre calúnia de Flávio Bolsonaro a Lula
Foto: Em ação no STF, Flávio Bolsonaro é acusado por Lula de calúnica (Fotos: Saulo Cruz/Agência Senado e SBT/YouTube/Reprodução)

BRASÍLIA – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou um prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronuncie a respeito da conclusão da Polícia Federal sobre o caso de calúnia cometido pelo senador Flávio Bolsonaro em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).

A decisão, que foi tomada na última sexta-feira, dia 26, foi publicada nesta segunda-feira, 29, no âmbito do processo em questão. A investigação teve início a partir de um pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que destacou que, em 3 de janeiro deste ano, Flávio Bolsonaro fez uma publicação onde associava o presidente Lula ao ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhada de um texto polêmico.

No texto, Flávio afirmou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”. Diante disso, a defesa do senador apresentou uma série de requerimentos para ouvir testemunhas, incluindo figuras como a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, o procurador-geral dos Estados Unidos, Walter Joseph Clayton, e o próprio presidente Lula.

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Entretanto, os pedidos da defesa foram negados pelo delegado responsável em maio, que argumentou que as diligências solicitadas seriam “absolutamente inócuas” para o desfecho do inquérito e teriam um “caráter meramente protelatório”, ou seja, visavam atrasar o andamento do processo. Ao recorrer ao STF, a defesa de Flávio também não obteve sucesso, pois Moraes também rejeitou o novo pedido.

A Polícia Federal, por sua vez, concluiu que o crime de calúnia ficou configurado na postagem de Flávio. Segundo a PF, a acusação feita pelo senador imputou falsamente a Lula crimes como tráfico internacional de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. Vale lembrar que a pena para o crime de calúnia varia de seis meses a um ano de prisão, podendo ser aumentada em um terço caso seja cometido contra o presidente da República ou um chefe de governo estrangeiro, além de triplicar se divulgado nas redes sociais.

Fonte: Amazonas Atual

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