MPF solicita melhorias na saúde mental do povo indígena Madiha Kulina
O MPF enviou recomendações para combater a vulnerabilidade social e garantir direitos do povo Madiha Kulina, em Ipixuna, Amazonas.

O Ministério Público Federal (MPF) tomou a iniciativa de enviar uma recomendação a diversas esferas de governo visando a melhoria da saúde mental do povo indígena Madiha Kulina, localizado no município de Ipixuna, Amazonas. Este movimento surge em resposta à crítica situação de vulnerabilidade social e às violações de direitos humanos enfrentadas por esta comunidade.
A recomendação foi direcionada a várias instituições, incluindo a Prefeitura de Ipixuna, a Secretaria de Estado de Saúde (Ses), o Ministério da Saúde, e a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai). Além disso, outros órgãos como a Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também receberam o documento, que contém uma lista de medidas a serem adotadas.
Entre as solicitações do MPF, destaca-se a criação de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) em Ipixuna, que deverá ser implementado em um prazo de 180 dias. Esse centro tem como objetivo combater os alarmantes índices de suicídio, alcoolismo e problemas de saúde mental que afetam a população indígena, proporcionando um atendimento que respeite a cultura local, incluindo a presença de tradutores da língua Madiha Kulina.
Outro ponto importante da recomendação é a construção de uma casa de passagem indígena, que visa mitigar a extrema vulnerabilidade social do povo Madiha Kulina, que atualmente enfrenta sérios problemas, como mortes e abandono de roçados. O MPF também solicitou que o INSS e o Ministério da Previdência Social implementem a teleperícia e o atendimento virtual, tanto na sede do município quanto nas comunidades, para evitar o deslocamento forçado dos indígenas.
Por fim, o MPF enfatiza a necessidade de fortalecer a presença da Funai na região, com a criação da Coordenação Regional Médio Juruá e unidades locais em Ipixuna e Envira, para interromper o cenário de abandono estatal. O órgão estabeleceu um prazo de dez dias para que os responsáveis informem sobre a aceitação da recomendação e as primeiras ações que serão adotadas para atender às demandas apresentadas.
Fonte: Portal Amazônia