Nova Flor Rara Sobrevive a Queimadas em Mato Grosso
Pesquisadores da UFMT descobriram a Pavonia neuropetala, uma flor rara, em área de queimadas no Mato Grosso. A espécie está criticamente ameaçada após incêndios que afetaram mais de 50% de seu habitat.

A Pavonia neuropetala foi descoberta por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) durante uma expedição científica em uma região afetada por queimadas. Esta planta, considerada uma das mais raras da flora brasileira, foi identificada na Estação Ecológica da Serra das Araras, o que representa uma área de transição entre os biomas Cerrado e Amazônia.
Embora a descoberta tenha sido feita em 2024, a divulgação formal da espécie ocorreu apenas em março de 2025, quando o estudo foi publicado na revista internacional Phytotaxa. Esse reconhecimento é crucial para a validação da nova espécie no campo acadêmico e científico.
A identificação da Pavonia neuropetala ocorreu em meio a atividades de campo para mapeamento da biodiversidade local, em uma área que havia sofrido queimadas. Os pesquisadores Marcos Rondon, Ana Kelly e Thales Coutinho realizaram a coleta da planta, que passou pelo processo de herborização para sua conservação e estudo.
O material coletado foi enviado ao Herbário da UFMT, em Cuiabá, onde análises detalhadas foram realizadas, incluindo comparações com outras espécies já catalogadas e consultas a bibliografias especializadas. A partir desse processo, foi confirmado que se tratava de uma espécie ainda não descrita pela ciência, sendo o nome Pavonia neuropetala escolhido em função das nervuras marcantes em suas pétalas.
A Estação Ecológica da Serra das Araras, local da descoberta, é uma unidade de conservação essencial para a pesquisa e preservação ambiental, abrigando espécies endêmicas e funcionando como corredor ecológico. A Pavonia neuropetala foi classificada como criticamente ameaçada devido aos impactos das queimadas, que comprometeram seu habitat. Com apenas um registro conhecido, a espécie agora integra a lista de plantas ameaçadas, levando os pesquisadores a continuar seus estudos na região para buscar novas populações e compreender melhor suas condições de sobrevivência.
Fonte: Portal Amazônia