Nova plataforma reúne 232 políticas para bioeconomia na Pan-Amazônia
A região Pan-Amazônica agora conta com o Radar Bioecon, que reúne 232 políticas públicas voltadas à bioeconomia, promovendo a integração entre países.

A Pan-Amazônia, composta por nove países da América do Sul, possui pelo menos 232 políticas, programas e instrumentos públicos relacionados à bioeconomia. No entanto, analistas apontam que o potencial produtivo da região enfrenta desafios, como a falta de integração entre os governos, dificuldades de acesso a crédito e obstáculos na implementação efetiva dos negócios.
Para superar esses desafios e facilitar a articulação entre os países, a Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia lançou o Radar Bioecon, uma plataforma que compila informações sobre instrumentos públicos voltados para atividades econômicas baseadas na biodiversidade. A apresentação oficial da ferramenta ocorrerá durante a 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP17), que acontece em Yerevan, na Armênia.
O mapeamento abrange países e territórios como Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. A plataforma oferece uma visão abrangente, incluindo desde estratégias nacionais de bioeconomia até mecanismos de crédito e incentivos para a produção, visando identificar experiências que podem ser compartilhadas e oportunidades de cooperação regional.
O potencial econômico da bioeconomia na Amazônia já é evidente em atividades que valorizam a floresta em pé e as tradições locais. De acordo com o estudo Nova Economia da Amazônia, apenas 13 produtos da sociobiodiversidade geram anualmente cerca de R$ 12 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) da Amazônia Legal brasileira, incluindo o açaí e a castanha.
Juliana Simões, co-líder do Grupo de Trabalho de Políticas Públicas da Rede Pan-Amazônica, ressalta a importância de garantir que os recursos e programas cheguem a cooperativas e associações locais. Ela defende que a bioeconomia deve ser tratada como uma agenda de Estado, com um planejamento de longo prazo e continuidade nas políticas públicas, para se consolidar como uma alternativa de desenvolvimento econômico na região.
Fonte: D24AM