Novo gasoduto privado de R$ 1,5 bilhão integra o Novo PAC
O governo federal incluiu um novo gasoduto no Novo PAC para abastecer usinas termoelétricas, com investimento de R$ 1,5 bilhão. A obra visa fortalecer a segurança energética do Brasil.

O governo brasileiro anunciou a inclusão de um projeto para a construção de um novo gasoduto no Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Esse gasoduto tem como objetivo abastecer as usinas termoelétricas que foram vencedoras do recente megaleilão de energia. A ampliação da rede da Transportadora Associada de Gás (TAG) será realizada no Nordeste e foi aprovada em 14 de julho pelo Comitê Gestor do PAC, que é coordenado pela Casa Civil, a pedido do Ministério de Minas e Energia.
O empreendimento é 100% privado e será executado pela própria TAG, sem a utilização de recursos do Orçamento da União. Com um investimento estimado em R$ 1,5 bilhão, a responsabilidade financeira do projeto recai totalmente sobre a empresa. Em março, o governo fez a contratação de usinas termoelétricas e hidrelétricas para garantir potência ao sistema elétrico nos próximos 15 anos.
O leilão gerou intensa polêmica, desencadeando uma disputa bilionária entre grandes empresas do setor, e há a possibilidade de que isso encareça a conta de luz em mais de R$ 800 bilhões. A competição foi questionada devido aos altos preços e à concentração dos contratos em apenas três grupos: BTG, Âmbar e Petrobras. Embora a Justiça tenha suspendido a disputa, a decisão foi revertida e o resultado final foi homologado.
As primeiras usinas já começaram a operar em agosto, enquanto a Casa dos Ventos, uma geradora eólica ligada ao empresário Mário Araripe, tentou anular a concorrência. A escolha de usinas termoelétricas, que são opções mais poluentes e custosas, recebeu críticas de associações de consumidores e do setor de energias renováveis, especialmente após a exclusão de tecnologias de armazenamento de energia solar e eólica do leilão.
O governo justificou que as usinas térmicas são essenciais para garantir a potência do sistema em períodos de alta demanda e anunciou diretrizes para um leilão futuro focado em baterias, em uma escala menor. A inclusão do gasoduto no Novo PAC indica que o projeto é uma prioridade para a gestão pública, tratando-o como uma estratégia nacional, mesmo sem recursos federais. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a inclusão no PAC facilita a tramitação dos processos burocráticos, embora não ofereça benefícios tributários nem isenção de licenças ambientais.
Fonte: Amazonas Atual