OTCA lança Boletim de Monitoramento Ambiental da Amazônia
A primeira edição do boletim da OTCA traz dados sobre condições ambientais e tendências na Amazônia, enfatizando a importância do monitoramento.

A Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) divulgou a primeira edição do Boletim de Monitoramento Ambiental da Amazônia, uma publicação periódica que conta com o suporte técnico do Observatório Regional Amazônico (ORA). Este boletim é disponibilizado em três idiomas: português, espanhol e inglês, e oferece uma visão integrada das condições ambientais da região.
O boletim abrange dados cruciais como precipitação, temperatura, focos de calor e áreas queimadas na Amazônia. As informações são analisadas pelo ORA e são extraídas de fontes reconhecidas como ERA5/ECMWF-C3S, Aqua-T/NASA/INPE e MODIS/MCD64A1. Essa iniciativa visa atender aos compromissos firmados nas Declarações de Belém e Bogotá, que ressaltam a importância do intercâmbio de informações científicas entre os países da OTCA.
Na abertura do boletim, o secretário-geral da OTCA, Martín von Hildebrand, enfatiza a necessidade de monitoramento contínuo do fenômeno El Niño e a integração de dados confiáveis. Ele aponta que essas medidas são fundamentais para antecipar impactos e melhorar a resposta coordenada entre os países amazônicos. “A Amazônia fala por meio dos dados. Nossa responsabilidade é transformá-los em ações coordenadas para construir um futuro sustentável para a região”, destaca o secretário-geral.
A primeira edição, publicada em agosto e referente ao mês de julho de 2026, revela que aproximadamente 75% da área da Bacia Amazônica teve precipitações normais. No entanto, 18,8% da região apresentou chuvas abaixo do esperado e 6,2% acima da média. Os menores índices de precipitação foram verificados no sudeste da bacia, enquanto as regiões norte e noroeste mostraram maiores volumes de chuva.
Os dados de julho de 2026 indicaram que a precipitação média foi de aproximadamente 90 milímetros, 10 milímetros abaixo da média climatológica. A temperatura média registrada foi de 24,68 °C, o que representa uma anomalia positiva em relação à média histórica. Além disso, foram contabilizados 2.757 focos de calor, uma redução de 38,5% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, embora o acumulado anual tenha aumentado em 12% até julho. O boletim serve para ampliar o acesso à informação e auxiliar na identificação de tendências e riscos na região.
Fonte: Portal Amazônia