Patrulha Maria da Penha já atendeu mais de 135 mil mulheres em 7 anos
A Polícia Militar do Rio de Janeiro ampliou a Patrulha Maria da Penha, que já acompanhou mais de 135 mil mulheres vítimas de violência. O programa agora conta com novas equipes e viaturas.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro anunciou a ampliação da Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida, um programa dedicado à proteção de mulheres que enfrentam situações de violência doméstica e familiar. O comunicado foi feito durante a formatura de 388 novos soldados, que aconteceu na última quinta-feira, dia 29.
Desde sua criação, a Patrulha Maria da Penha já assistiu mais de 135 mil mulheres que receberam medidas protetivas e resultou em mais de mil prisões. O objetivo principal dessa iniciativa é fortalecer a prevenção à violência doméstica, proporcionando um acompanhamento próximo às vítimas e uma atuação dedicada da Polícia Militar.
Com a recente adição de 24 novos policiais e a entrega de seis viaturas blindadas, o número de equipes especializadas na Patrulha Maria da Penha aumentará de 50 para 56. Essa expansão visa melhorar a capacidade de atendimento e o acompanhamento das mulheres que necessitam de proteção em diversas regiões do estado.
O secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Sylvio Guerra, enfatizou a importância da ampliação, declarando que “já iniciamos um planejamento para que, no ano que vem, possamos ampliar ainda mais esse trabalho”. As novas equipes irão atender áreas de batalhões como o 10º BPM (Barra do Piraí) e o 20º BPM (Mesquita), além de incluir a região de Itaguaí, que receberá o serviço pela primeira vez.
Essas seis áreas contempladas concentram 42% das mulheres assistidas pelo programa no estado, totalizando 23.423 pessoas. Esse reforço permitirá intensificar as visitas de acompanhamento e a fiscalização do cumprimento das medidas protetivas. Entre os locais com maior número de atendimentos, Nova Iguaçu se destaca com cerca de quatro mil assistências, seguida por Barra do Piraí e Belford Roxo, entre outros. Os policiais que integram a Patrulha atuam de forma voluntária e são capacitados em temas relacionados à legislação de gênero e direitos das mulheres.
Fonte: D24AM