Retrospectiva de assassinatos em série e ameaças de justiceiros em Manaus
Explore quatro casos de assassinatos que marcaram a história de Manaus, desde os anos 50 até episódios recentes de violência.

O Halloween, celebrado em 31 de outubro, é uma data marcada por histórias de terror, mistério e crimes que despertam a curiosidade do público. No Amazonas, episódios reais de violência também fazem parte da história da região, com investigações sobre assassinatos que apresentavam características semelhantes e suspeitos apontados pelas autoridades como assassinos em série.
Em Manaus, um dos casos mais antigos remonta às décadas de 1950 e 1960, quando três assassinatos foram associados ao comerciante cearense José Osterne de Figueiredo. O primeiro caso ocorreu em 1953, quando o biscateiro Anacleto Gama foi assassinado durante a madrugada, enquanto dormia na alfaiataria do suspeito, local onde trabalhava. O corpo foi encontrado pela manhã, nu e em uma poça de sangue. Dois pares de sapato pertencentes a José foram encontrados com sinais de sangue ao lado da vítima. José chegou a ser detido para prestar esclarecimentos e fechou a alfaiataria devido à repercussão do caso.
Após fechar a alfaiataria, José comprou uma mercearia e, um dia depois de assumir o negócio, encontrou o antigo proprietário, Antônio Germano Dias, assassinado também nu e em uma poça de sangue, o que o colocou como principal suspeito. Em 1968, o engraxate Walderglace Grangeiro, de 13 anos, foi estrangulado e seu corpo encontrado no bairro Parque Dez. As investigações identificaram que um carro utilizado no crime pertencia a José. A mãe da vítima afirmou que José vinha prometendo emprego para o filho. José nunca foi preso e foi absolvido da morte de Walderglace após quase 20 anos de investigações, morrendo em 1977 sem condenação.
Em 1980, uma suposta organização de justiceiros conhecida como “Mão Branca” anunciou que chegaria a Manaus para se vingar de crimes que, segundo o grupo, teriam sido acobertados pela polícia. O jornal A Notícia publicou em março de 1980 uma carta atribuída ao grupo, que afirmava ter investigado casos durante três meses e elaborado uma lista com 77 suspeitos marcados para morrer. Em abril, uma mala contendo armas e o símbolo do grupo foi encontrada em frente a um hotel na cidade. Apesar das ameaças, a existência de uma organização responsável por assassinatos em série em Manaus não foi comprovada.
Mais recentemente, em 2013, os irmãos Jucenildo Soares Damascena e Ricardo Damascena Cunha foram presos suspeitos de assassinar homens homossexuais em Manaus. As investigações começaram após a morte do estudante de jornalismo Steve Host da Costa Barros, em novembro daquele ano. Ricardo afirmou não se arrepender do crime durante a apresentação à imprensa. Além de Steve, outros três homens foram identificados como vítimas dos irmãos.
Em janeiro de 2023, a Polícia Civil prendeu Natan de Melo Furtado, conhecido como “Giban”, suspeito de matar três mulheres no Amazonas entre 2016 e 2022. Duas vítimas foram mortas em Boca do Acre e tiveram os corpos queimados, enquanto a terceira, Leonor Maria Nascimento da Silva, foi assassinada em Manaus com 73 perfurações por arma branca. O delegado Ricardo Cunha classificou Natan como serial killer devido às semelhanças entre os crimes. Natan havia sido preso em flagrante em 2021, mas fugiu para Manaus e voltou a cometer crimes na capital.
Fonte: Portal Amazônia