Proposta de Mudança no Julgamento do Festival de Parintins Gera Controvérsia
Uma nova proposta de julgamento para o Festival Folclórico de Parintins 2026 gerou tensões entre os bumbás. O Boi Garantido contesta a ideia, enquanto o Boi Caprichoso defende a modernização.

O Festival Folclórico de Parintins 2026 está se tornando um terreno fértil para controvérsias, especialmente após a proposta apresentada na quarta-feira, dia 22, pelo coordenador de jurados, Wanderley Pantoja. Essa sugestão foi recebida com forte resistência pela diretoria do Boi Garantido, desencadeando uma resposta imediata do presidente do Boi Caprichoso, Rossy Amoedo.
A polêmica gira em torno da ideia de adotar um sistema de julgamento que se inspira na Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA). Os dirigentes do Garantido levantaram preocupações significativas, citando que a LIESA já enfrentou questionamentos sobre a lisura de seus resultados nos anos de 2017, 2018, 2019 e 2025.
Além disso, o Boi Garantido destacou que o presidente da LIESA, Gabriel David, é torcedor do Caprichoso e mantém laços profissionais com Rossy Amoedo na Beija-Flor. Outro ponto que gera desconfiança é que Wanderley Pantoja, o coordenador de jurados, é irmão de um artista associado ao Boi Caprichoso, Gereca Pantoja.
Essas conexões são vistas pelo Garantido como um risco à imparcialidade que deve prevalecer no festival. Em resposta, Rossy Amoedo criticou as alegações do Garantido, chamando-as de “pirotecnia”. Ele argumentou que a discussão deveria se concentrar na modernização do sistema de julgamento.
“O Garantido tenta criar uma cortina de fumaça, colocando pessoas como alvo, quando essa não é a discussão técnica sobre jurados e julgamento”, afirmou Rossy. Enquanto o Garantido clama por total transparência em relação às influências externas do Carnaval carioca, o Caprichoso defende a necessidade de atualizar os critérios técnicos de pontuação para o festival.
Fonte: D24AM