Quarentena é instaurada em municípios do Amazonas por mosca-da-carambola
O Ministério da Agricultura declarou quarentena em oito cidades do AM devido à mosca-da-carambola, uma praga que ameaça a fruticultura. A medida visa controlar a disseminação da praga.

MANAUS – O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou que Manaus, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manacapuru, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Silves estão agora sob quarentena devido à presença da Bactrocera carambolae, mais conhecida como mosca-da-carambola. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira, 27 de outubro.
A quarentena é uma medida de controle oficial que busca impedir a disseminação da mosca-da-carambola, considerada uma das principais ameaças à fruticultura brasileira. A nova norma está descrita na Portaria SDA/MAPA nº 1.675, datada de 26 de agosto de 2026, e também estabelece uma zona tampão que abrange 51 municípios no estado do Amazonas.
Entre os municípios que compõem essa zona tampão estão importantes cidades como Parintins, Tefé, Coari, Tabatinga, Maués, Humaitá, Manicoré, São Gabriel da Cachoeira, Lábrea e Autazes. A atualização da quarentena amplia a área que já estava sob vigilância, que em dezembro de 2025 incluía apenas Itacoatiara, Manaus e Rio Preto da Eva.
As larvas da mosca-da-carambola se alimentam da polpa das frutas, levando ao apodrecimento e queda prematura dos frutos, o que torna a produção imprópria para o consumo e venda. Em resposta a essa ameaça, o Mapa implementa ações de monitoramento e controle nas áreas afetadas, incluindo o uso de armadilhas, pulverização com iscas tóxicas, aniquilamento de machos, além da coleta e destruição de frutos contaminados.
A portaria também atualizou a classificação de risco quanto à introdução da mosca-da-carambola em outros estados brasileiros. O Acre, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão foram classificados como de alto risco, enquanto Piauí, Goiás e o Distrito Federal foram considerados de médio risco. Outros 15 estados, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, foram categorizados como de baixo risco.
Fonte: Amazonas Atual