Redes na Amazônia recebem R$ 11,7 milhões para Sociobioeconomia
Seis Redes amazônicas avançam na implementação de Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia, com investimento total de até R$ 11,7 milhões cada.

As seis Redes selecionadas pelo Edital de Seleção de Redes para a Criação de Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia estão progredindo para uma nova fase de atuação na Amazônia Legal. Essas Redes, compostas por associações, cooperativas, organizações comunitárias, instituições de pesquisa e parceiros técnicos, têm como objetivo fortalecer negócios e cadeias produtivas, além de atender iniciativas de povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares.
Os Núcleos de Desenvolvimento funcionarão como pontos de articulação territorial, promovendo a conexão entre organizações locais e serviços essenciais. Esses serviços incluem assistência técnica, formação, inovação produtiva, acesso ao crédito, gestão, comunicação, empreendedorismo, políticas públicas e mercados no âmbito da sociobioeconomia.
No início de julho, representantes das Redes participaram de uma formação em Brasília (DF), no contexto do Projeto Sociobioeconomia na Amazônia. Esta iniciativa, promovida pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), contou com o financiamento do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW) e visa alinhar procedimentos técnicos, administrativos e financeiros dos projetos.
No Território da Sociobioeconomia de Portel, localizado no Marajó paraense, os desafios incluem a distância das comunidades e a dificuldade de acesso às políticas públicas. A Rede busca aumentar a participação de associações, cooperativas e sindicatos nas decisões e iniciativas de desenvolvimento territorial, como destaca Katiuscia Miranda, Analista Socioambiental do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).
O Amazonas enfrenta desafios logísticos, como a falta de infraestrutura e problemas no escoamento da produção, dificultando a valorização dos produtos da sociobiodiversidade, conforme apontam as organizações do TSBio Juruá-Tefé. A expectativa é que o Núcleo ajude a conectar os produtores a novos mercados, melhorando as condições de comercialização e fortalecendo a atuação coletiva das organizações locais. Com um aporte de até R$ 11,7 milhões para cada Rede, os recursos serão direcionados ao fortalecimento das organizações e das cadeias produtivas da sociobiodiversidade.
Fonte: Portal Amazônia