Renato Júnior: De Feirante a Milionário em Apenas 5 Anos
O prefeito de Manaus, Renato Júnior, teve um aumento patrimonial de R$ 30 mil para R$ 3 milhões em cinco anos, levantando questões sobre sua trajetória.

Em Manaus, a trajetória de Renato Júnior, atual prefeito e ex-feirante, é um exemplo de ascensão patrimonial surpreendente. Segundo apurações do GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC), o patrimônio do prefeito cresceu de R$ 30 mil, declarados em 2018, para mais de R$ 3,1 milhões em 2026. Esse crescimento, que representa um aumento de 10.000%, provoca discussões sobre a origem de sua riqueza e a verdadeira natureza de sua imagem pública como um homem simples.
Renato, cuja família é composta por comerciantes, construiu sua narrativa em cima da figura do feirante trabalhador. No entanto, documentos oficiais revelam que, em apenas cinco anos, ele conseguiu acumular uma fortuna que o distancia da vida modesta que costumava representar. Em 2026, ele atualizou sua declaração de bens, revelando ativos que incluem uma casa financiada de R$ 902.749,30 e participação em empresas com capital social significativo.
Além disso, os dados apontam que Renato Júnior, ocupando cargos importantes na prefeitura, acumulou cerca de R$ 1 milhão em renda líquida entre 2021 e 2025. Essa rápida mudança financeira levanta a questão sobre como um ex-feirante consegue, em tão pouco tempo, transformar sua vida e patrimônio, especialmente em um período onde suas funções na gestão pública se intensificaram.
A situação se complica com a revelação de que a esposa do prefeito, Symonne Gomes Magalhães, também está envolvida em negócios lucrativos, com a empresa Total Mix Obra de Urbanização faturando mais de R$ 4,8 milhões após a ascensão de Renato na Secretaria Municipal de Infraestrutura. Este aumento de receita coincide com a época em que a família passou a ocupar cargos de destaque, levantando suspeitas sobre possíveis conflitos de interesse.
Trabalhadores feirantes, como Edmar Marga e Valmei Santos, expressam sua preocupação com a utilização da imagem do feirante como uma estratégia política. Eles ressaltam a dura realidade da vida nas feiras, onde o trabalho é árduo e as recompensas financeiras são limitadas. A diferença entre a realidade de muitos feirantes e a ascensão de Renato Júnior destaca um contraste importante na sociedade amazonense, refletindo a sensação de que a vida pública pode ser um trampolim para alguns, enquanto outros permanecem presos em suas realidades cotidianas.
Fonte: D24AM