Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de envolvimento em disputa por ilha
O atacante Richarlison critica Flávio Bolsonaro por uma disputa judicial sobre um imóvel em Angra dos Reis, afirmando ter perdido R$ 10 milhões.

O atacante Richarlison voltou a manifestar suas preocupações sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em relação a uma disputa legal envolvendo uma propriedade na Ilha Comprida, localizada em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. O jogador revelou que investiu aproximadamente R$ 10 milhões na aquisição do imóvel e que até o momento não conseguiu reaver esse valor.
A polêmica gira em torno de uma mansão de luxo que foi adquirida em 2020 por uma empresa associada ao atleta e ao empresário Renato Velasco. Em seguida, uma empresa vinculada ao advogado Willer Tomaz, que é amigo de Flávio Bolsonaro, começou a reivindicar direitos sobre a propriedade, o que desencadeou uma série de disputas na Justiça.
Richarlison expressou sua indignação afirmando: "Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. A gente estava resolvendo a papelada, e eles disseram que demoraria meses ou até anos para resolver. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou". O jogador acredita que a posse foi tomada sem que os infratores tivessem que gastar qualquer quantia.
Além de relatar a perda financeira, Richarlison se comprometeu a destinar parte do valor que espera recuperar ao hospital de sua cidade natal, Nova Venécia, no Espírito Santo. Ele afirmou: "Se eu recuperar esse dinheiro, parte do dinheiro eu estarei doando pro hospital lá da minha cidade, de Nova Venécia".
O nome de Flávio Bolsonaro aparece no caso por conta de uma visita que ele fez ao imóvel antes da conclusão das negociações e posteriormente retornou ao local acompanhado de Tomaz. Apesar disso, o senador não é parte do processo judicial, tendo sido citado apenas como testemunha. A disputa já teve decisões favoráveis à empresa de Tomaz, e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou em 2025 a decisão sobre a posse do imóvel. O caso também ganhou repercussão política, levando o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) a apresentar uma notícia-crime à Polícia Federal, solicitando a investigação de possíveis irregularidades na transferência dos direitos de ocupação da área, que pertence à União.
Fonte: D24AM