Santiago Peña renuncia à presidência do Paraguai em meio a crise financeira
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo devido à crise bancária e à perda de apoio político, visando preservar a estabilidade do país.

Na quinta-feira, 5 de outubro, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou sua renúncia ao cargo. A decisão veio em um momento crítico, marcado pela crise bancária resultante do colapso do Banco Ueno e pela iminente ameaça de impeachment, especialmente após a perda de apoio de seu próprio partido, o Partido Colorado.
Em um pronunciamento em vídeo, Peña justificou sua saída, afirmando que sua prioridade é a estabilidade do país e a preservação das instituições democráticas. “Tomei a decisão de apresentar minha renúncia à Presidência da República. Faço isso pensando na estabilidade de nosso país, na paz social e na necessidade de preservar nossas instituições democráticas”, declarou.
O ex-presidente também pediu desculpas à população por possíveis falhas durante sua gestão. “Nunca foi minha intenção decepcionar a confiança que depositaram em mim”, afirmou, ressaltando que a história se encarregará de avaliar os eventos que culminaram em sua renúncia.
Peña expressou preocupação com a proteção dos depósitos bancários e dos recursos públicos que foram impactados pela crise financeira. Ele destacou a importância do Fundo de Garantia de Depósitos, afirmando que “por trás de cada depósito há anos de esforço, sacrifício e projetos familiares”.
A crise se intensificou após a intervenção do Banco Central no Banco Ueno, uma instituição que tinha ligação com antigos sócios de Peña e que concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo fundos da previdência estatal. A renúncia aconteceu após o ex-presidente Horacio Cartes e as principais bancadas do Partido Colorado expressarem apoio ao impeachment de Peña, enquanto a Câmara dos Deputados iniciava a análise da acusação constitucional contra ele.
Fonte: Amazonas Atual