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Senado avança em PEC que extingue jornada de trabalho 61

A CCJ do Senado aprovou a PEC que altera a jornada de trabalho, agora com dois dias de descanso semanal. Proposta gera debate sobre seus impactos econômicos.

Ana Beatriz Souza2 min de leituraPEC, jornada de trabalho, Senado
Senado avança em PEC que extingue jornada de trabalho 61
Foto: (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Na quarta-feira, dia 2 de agosto, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, por votação simbólica, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho de seis dias com um dia de descanso, conhecida como 61. A proposta, que agora segue para votação no plenário do Senado em dois turnos, visa assegurar um modelo de trabalho mais equilibrado.

A PEC 221 de 2019 estabelece a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução dos salários dos trabalhadores, além de reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, com uma transição de 14 meses para a implementação. Essa mudança é vista como uma tentativa de modernizar as relações de trabalho no Brasil.

Na votação, dos 27 senadores presentes, apenas quatro se opuseram à proposta: Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO). Marinho, que é o líder da oposição, criticou a pressa na análise da proposta e alertou que a PEC poderia gerar inflação e desemprego, afirmando que “nós vamos gerar, sem dúvida nenhuma, inflação, desemprego e informalidade em nome da perpetuação do projeto de poder”.

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Embora haja divergências sobre os efeitos da PEC na inflação e no Produto Interno Bruto (PIB), Marinho sugeriu uma alternativa que criaria um regime de trabalho por hora e defendia negociações individuais entre empregadores e funcionários. Ele ainda apresentou uma emenda para restringir o descanso remunerado a apenas um dia por semana, mas essa proposta foi rejeitada pela CCJ.

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) respondeu às críticas de Marinho, destacando que a pressão de empresários contraria os direitos dos trabalhadores. Segundo ela, “toda vez que o Congresso Nacional busca assegurar direitos trabalhistas, o discurso é o mesmo”, enfatizando que a aprovação do fim da jornada 61 trará dignidade e saúde mental aos trabalhadores, especialmente às mulheres que enfrentam jornadas duplas ou triplas.

Fonte: D24AM

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