Sisan: 3,6 milhões saem da fome na Região Norte entre 2022 e 2024
Entre 2022 e 2024, a Região Norte viu uma redução significativa na fome, com 3,6 milhões de pessoas superando a insegurança alimentar. O Sisan, com suas ações, tem sido fundamental nesse processo.

Entre os anos de 2022 e 2024, a Região Norte do Brasil registrou uma queda notável na insegurança alimentar, com a porcentagem de pessoas em situação de fome despencando de 25,7% para 6,3%, conforme dados da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Nesse mesmo período, aproximadamente 3,6 milhões de pessoas deixaram de enfrentar a fome e cerca de 5,5 milhões conseguiram alcançar a segurança alimentar e nutricional (SAN).
Além disso, o percentual de domicílios vivendo em SAN na região subiu de 28,4% para 62,4%. Essa análise é baseada na comparação de dados da Rede Penssan de 2022 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2024, refletindo os impactos das políticas de segurança alimentar.
A Secretária Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), Valéria Burity, destacou que a missão do governo, ao assumir em 2023, foi tirar o Brasil do Mapa da Fome. Em 2022, o número de pessoas em situação de fome no país era de 33,1 milhões. Em 2024, o Brasil alcançou a menor taxa da história de insegurança alimentar grave, um feito que anteriormente levou uma década para ser conquistado.
Valéria Burity enfatizou que esses resultados são frutos da revitalização e aprimoramento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que completará 20 anos em 2026. O sistema foi reestruturado para garantir uma atuação integrada e intersetorial, somando esforços de diversas esferas de governo e da sociedade civil no combate à fome.
O aumento da adesão de municípios ao Sisan é um indicativo do sucesso dessa estratégia. Na Região Norte, a adesão saltou de 33 para 294 municípios entre 2022 e 2026, representando um crescimento quase nove vezes maior. Esse envolvimento é crucial para fortalecer as políticas públicas voltadas à alimentação adequada e garantir que os alimentos cheguem a quem mais precisa.
Fonte: Portal Amazônia