Brasil investirá R$ 140 bilhões na Nova Indústria até 2026
O programa Nova Indústria Brasil receberá R$ 140 bilhões até o fim de 2023, totalizando R$ 750 bilhões em investimentos desde 2023. O foco será na revitalização da indústria nacional.

O governo federal anunciou que a Nova Indústria Brasil (NIB), uma iniciativa focada em estimular a indústria nacional, receberá um aporte adicional de R$ 140 bilhões até o final deste ano. Com esse novo investimento, o total destinado ao programa desde 2023 alcançará R$ 750 bilhões.
Deste novo conjunto de recursos, R$ 102,5 bilhões virão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que é um banco público dedicado a promover setores estratégicos da economia. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que também apoia a inovação, contribuirá com R$ 37,5 bilhões.
O anúncio do investimento foi feito na última segunda-feira (22) durante uma cerimônia que celebrou o 74º aniversário do BNDES, no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de diversos ministros.
Os recursos será direcionados para áreas como fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias de dupla utilização. Aloizio Mercadante enfatizou a importância do BNDES na recuperação da indústria brasileira, afirmando que o banco voltou a ser o principal financiador do setor.
Durante a solenidade, o governo também lançou o Portal Investe Indústria Brasil, que funcionará como um canal para empresas registrarem intenções de investimento e identificarem obstáculos. Além disso, foi anunciada uma parceria entre o BNDES e a Petrobras para iniciativas relacionadas a minerais críticos, além de informações sobre o primeiro leilão do ProFloresta+, que mobilizará cerca de R$ 450 milhões em investimentos para a restauração ecológica na Amazônia.
Fonte: D24AM