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STF inicia julgamento que pode impactar a Lei das Contravenções Penais

O Supremo Tribunal Federal analisa a constitucionalidade da Lei das Contravenções Penais, em vigor desde 1941, com implicações diretas na exploração de jogos de azar.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituraSTF, Lei das Contravenções Penais, jogos de azar
STF inicia julgamento que pode impactar a Lei das Contravenções Penais
Foto: (Foto: © Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo)

Na quarta-feira, dia 05, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ao julgamento da constitucionalidade da Lei das Contravenções Penais, que está em vigor no Brasil desde 1941, quando foi promulgada pelo então presidente Getúlio Vargas.

O caso chegou ao STF por meio de um recurso apresentado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que questiona uma decisão da Justiça estadual, a qual considerou que a referida lei não foi recepcionada pela Constituição de 1988.

Durante a sessão, o plenário ouviu as sustentações orais dos envolvidos e a primeira parte do voto do relator, o ministro Luiz Fux. O julgamento será retomado nesta quinta-feira, dia 06.

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O caso em questão envolve um homem que foi condenado por operar três máquinas caça-níqueis em seu estabelecimento. O ponto central do debate gira em torno do Artigo 50 da lei, que tipifica como contravenção penal a exploração de jogos de azar em locais públicos, incluindo os caça-níqueis, e impõe multas que variam de R$ 2 mil a R$ 200 mil para apostadores.

Em seu voto, Luiz Fux ressaltou que a discussão envolve a manutenção do equilíbrio entre os direitos dos cidadãos e a aplicação do direito penal. A procuradora do MPRS, Flávia Raphael Mallmann, enfatizou a importância do combate à exploração dos jogos de azar e os efeitos prejudiciais que essa prática pode gerar, como o superendividamento e a dependência em apostas.

Além disso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também defendeu a validade da lei, argumentando que a punição pela exploração de jogos de azar deve ser mantida, mesmo após a criação de normas que regulamentam apostas online. Ele destacou a relevância do artigo em questão para coibir atividades não autorizadas.

Fonte: D24AM

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