Super El Niño 2026 promete ser o mais intenso em 150 anos
O Super El Niño previsto para 2026 pode ser o mais forte já registrado, causando preocupações globais com seus impactos climáticos.

Projeções recentes indicam que o fenômeno climático conhecido como Super El Niño pode ser o mais intenso dos últimos 150 anos, com previsão de ocorrência entre o final de 2026 e início de 2027. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico, resultando em extremos climáticos como ondas de calor, tempestades e secas severas.
A expectativa de um Super El Niño tem gerado preocupação entre cientistas e autoridades, devido aos impactos que podem afetar diversas regiões do mundo. O aquecimento anormal das águas do Pacífico Tropical altera os padrões de vento e chuva, resultando em consequências variadas em diferentes partes do planeta.
Um Super El Niño é definido quando a temperatura da superfície do mar excede +2°C em relação à média histórica. Esse fenômeno ocorreu apenas quatro vezes nos últimos 150 anos: em 1877-78, 1982-83, 1997-98 e 2015-16. Estimativas da Berkeley Earth, publicadas na revista New Scientist, apontam para uma probabilidade de 90% de que o evento de 2026 seja o mais intenso já registrado.
As simulações da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) indicam uma chance de 82% de formação do Super El Niño entre maio e julho de 2026, com 96% de probabilidade de que o fenômeno persista entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027. As previsões sugerem que a temperatura da superfície do mar no Pacífico tropical pode chegar a 3,6°C acima da média, superando o recorde de 2,75°C observado no intenso El Niño de 2015/2016.
Embora o Super El Niño 2026 represente uma preocupação crescente em relação ao aquecimento global e às mudanças climáticas, órgãos como INPE, INMET, Cemaden e NOAA alertam que ainda é prematuro afirmar que o evento atingirá uma intensidade extrema. Enquanto isso, o El Niño de 2023/2024, classificado como forte, já teve impactos significativos, incluindo a maior seca do Brasil, afetando mais de 4,7 mil municípios e resultando em grandes incêndios na Amazônia e no Pantanal.
Fonte: Portal Amazônia