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TCU aponta irregularidades e PF vai investigar emendas Pix

Ministro Flávio Dino solicita investigação da PF sobre emendas Pix após relatório do TCU revelar desvios e irregularidades nos recursos.

Marina Ribeiro2 min de leituraTCU, Polícia Federal, emendas Pix
TCU aponta irregularidades e PF vai investigar emendas Pix
Foto: Plenário da Câmara: PF vai investigar demendas Pix destinada por parlamentares para os municípios (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

BRASÍLIA – Na última sexta-feira, dia 7, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino determinou que a Polícia Federal inicie uma apuração sobre possíveis crimes na execução das emendas Pix, uma modalidade de transferência de recursos que permite parlamentares enviar verbas a Estados e municípios. Essa decisão foi motivada pelo recebimento de um relatório técnico do TCU (Tribunal de Contas da União), que foi enviado ao STF em 31 de julho e apontou irregularidades na aplicação dos recursos, além de prejuízos aos cofres públicos.

De acordo com o TCU, a fiscalização de 100 emendas Pix, que totalizam R$ 198,1 milhões destinados a 74 municípios, revelou quatro grupos de irregularidades significativas. Entre os problemas encontrados, destacam-se falhas de transparência, problemas na execução financeira, fraudes em licitações e irregularidades na realização de contratos e obras. O relatório também revelou que os desvios e práticas inadequadas resultaram em prejuízos que superam R$ 55 milhões aos cofres públicos.

Flávio Dino, que ocupa uma posição no STF há dois anos, tem sido um defensor da ampliação da transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares. Em seu despacho, ele menciona a existência de um “estado de inconstitucionalidade” na execução desses recursos, afirmando que, apesar de medidas já adotadas, os dados do TCU evidenciam a necessidade de novas ações para assegurar a conformidade com os princípios constitucionais.

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Na sua decisão, Dino orientou que o relatório de auditoria do TCU seja enviado à Direção-Geral da Polícia Federal. A intenção é que a PF verifique a existência de indícios de crimes relacionados à execução das emendas Pix e, se confirmadas as suspeitas, que o material seja integrado a investigações em andamento ou que novos inquéritos sejam abertos, priorizando os casos identificados como prejudiciais ao erário.

Além disso, o ministro estipulou um prazo de dez dias úteis para que o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos apresente as medidas que serão tomadas para corrigir as falhas na plataforma Transferegov.br, que compromete a transparência das emendas. Dino também determinou que Estados, o Distrito Federal e municípios adotem um sistema padronizado nas leis orçamentárias de 2027 para identificar emendas parlamentares, visando fortalecer a transparência e a rastreabilidade dos recursos públicos.

Fonte: Amazonas Atual

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