Tefé se destaca como polo de bioeconomia no Amazonas
A cidade de Tefé se consolida como um importante centro de desenvolvimento sustentável, beneficiada pelo manejo do pirarucu e por iniciativas de bioeconomia.

Tefé, localizada no Amazonas, tem se mostrado um dos principais polos de bioeconomia na região, segundo um mapeamento do programa EcoAm. Este mapeamento identificou 30 instituições públicas e diversas associações e cooperativas ativas, destacando a importância da economia local que gira em torno do ciclo de cheia e vazante dos rios.
O município se beneficia especialmente do manejo do pirarucu, com a Federação de Manejadores e Manejadoras de Pirarucu de Mamirauá (Femapam) liderando iniciativas para a valorização desse pescado. Com a indicação geográfica concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) em 2021, a Femapam promove a produção sustentável, beneficiando não apenas Tefé, mas também outros oito municípios.
A presidente da Femapam, Cleissiane Souza, destacou que a federação está em busca de parcerias para a melhoria do processamento do pirarucu, visando ampliar a produção e a comercialização de produtos. “A gente ainda tem essa necessidade de local para fazer esse processamento”, afirmou, ressaltando a falta de estrutura adequada para o beneficiamento.
Outro desafio enfrentado pela federação é a escassez de embarcações adequadas para garantir a qualidade do produto durante o transporte. Cleissiane mencionou que, em uma parceria recente, apenas 190 dos 600 peixes solicitados puderam ser capturados devido a essa limitação, evidenciando a necessidade de melhorias na logística.
Além do pirarucu, Tefé também se destaca pela produção de farinha e outros produtos extrativistas. O relatório “Bioeconomia e Territórios da Amazônia” ressalta que, apesar dos investimentos ainda modestos, há um potencial crescente para unir ciência e inclusão econômica. Organizações locais, como a Associação de Produtores Agroextrativistas da Flona de Tefé (Apafe), também estão contribuindo para o fortalecimento da bioeconomia na região.
Fonte: Portal Amazônia