Trump critica Brasil por ineficácia no combate ao PCC e CV
O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou o Brasil por não enfrentar adequadamente facções criminosas como PCC e CV em documento enviado ao Congresso.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas ao governo brasileiro, afirmando que o país não conseguiu lidar adequadamente com facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Essas declarações foram incluídas em um documento anual enviado ao Congresso dos EUA na terça-feira, 15 de maio.
Trump ressaltou que, enquanto diversos governos do Hemisfério Ocidental têm adotado medidas sérias para combater o tráfico de drogas e desmantelar cartéis, o Brasil falha em enfrentar essas organizações terroristas. Ele destacou que o PCC e o CV transformaram o Brasil em um ponto chave para o trânsito global de cocaína, representando uma crescente ameaça à segurança mundial.
O governo dos EUA já havia classificado o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO). Essa designação, que entrou em vigor em junho, permite ao governo norte-americano aplicar sanções mais rigorosas contra indivíduos e entidades ligadas a esses grupos. Trump enfatizou a necessidade urgente de ações agressivas do Brasil para conter e derrotar essas facções antes que possam se expandir ainda mais.
Apesar das críticas, o Brasil não foi classificado no documento de Trump como um país que falhou em suas obrigações internacionais no combate às drogas, ao contrário de nações como Afeganistão, Bolívia e Colômbia. O Brasil também não aparece na lista de países considerados principais rotas ou produtores de drogas ilícitas, que inclui nações como México, Peru e Venezuela.
O presidente Trump elogiou, em seu documento, outros países da América Latina que têm governos mais alinhados aos interesses dos EUA, como Argentina e Equador. Ele também fez menções positivas a mudanças de governo em países como Colômbia e Bolívia, que, segundo ele, têm mostrado compromisso no combate ao narcotráfico, contrastando com as críticas direcionadas ao Brasil e à Nicarágua.
Fonte: Amazonas Atual