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TSE propõe selo de reconhecimento para institutos de pesquisa eleitoral

O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, sugeriu um selo para premiar institutos que acertarem os resultados das eleições. A ABEP criticou a proposta, enfatizando a natureza das pesquisas.

Ana Beatriz Souza2 min de leituraTSE, pesquisa eleitoral, selo de acurácia
TSE propõe selo de reconhecimento para institutos de pesquisa eleitoral
Foto: Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, quer premiar institutos de pesquisa que acertarem o resultado das urnas (Foto: Alejandro Zambrana/TSE)

BRASÍLIA – Na última terça-feira, dia 14, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, apresentou uma proposta que visa criar um selo para reconhecer os institutos de pesquisa que apresentarem resultados mais precisos nas eleições programadas para outubro. A proposta surgiu durante uma reunião com representantes de diversos institutos de pesquisa, onde o foco foi a discussão de novas diretrizes para a divulgação de levantamentos eleitorais.

Esse encontro se tornou necessário após o TSE ter suspendido uma pesquisa de intenção de voto realizada pela Atlas/Intel para a corrida presidencial. Nunes Marques explicou que o Selo Acurácia Eleitoral tem como objetivo não apenas premiar, mas também valorizar os institutos que demonstrarem maior precisão em suas previsões, alinhando-se aos resultados oficiais das eleições.

O ministro destacou que essa iniciativa busca promover boas práticas e um contínuo aprimoramento técnico nas pesquisas eleitorais. Ele acredita que o reconhecimento público pode estimular as empresas a elevarem seus padrões de qualidade e rigor metodológico, fundamentais para a credibilidade das pesquisas.

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Após a sugestão de Nunes Marques, o TSE anunciou um prazo até a próxima sexta-feira, dia 17, para que sejam enviadas propostas sobre os critérios que definirão quais institutos serão premiados com o selo. Essa abertura para sugestões demonstra a intenção de um processo participativo na definição das regras.

Por outro lado, a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) não vê com bons olhos a proposta. Em nota, a entidade ressaltou que as pesquisas são reflexos da intenção de voto no momento em que são realizadas e não devem ser confundidas com previsões de resultados. Além disso, a ABEP expressou preocupação com a possibilidade de a Justiça Eleitoral se tornar um árbitro da qualidade das pesquisas, enfatizando a importância de um diálogo construtivo entre a comunidade científica e os institutos de pesquisa para evitar práticas que possam comprometer a seriedade das investigações.

Fonte: Amazonas Atual

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